Quem sou eu

Retrouvaille significa Redescobrir. O Retrouvaille é um Programa voltado para casais que acreditam no seu relacionamento. Trata-se de uma experiência destinada a ajudar o casal a se redescobrir e a construir um casamento mais estável e mais harmonioso, em meio às pressões da atual sociedade e desafios do cotidiano. O Retrouvaille surgiu em Quebec, Canadá, em 1977 e chegou ao Brasil em 2000, na cidade de Curitiba, e em Recife, em 2001.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

É fácil amar...

”É fácil amar o outro na mesa de bar, quando o papo é leve, o riso é farto, e o chope é gelado.
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.”
- Ana Jácomo

quarta-feira, 12 de junho de 2013

EU TE AMO !



Martha Medeiros, para Dia dos Namorados...

O amor mais que romântico

Quando era criança, assistia a filmes e novelas românticas e pensava: será que um dia escutarei “eu te amo” de alguém? É bem verdade que ouvia todo dia da minha mãe, mas não era do mesmo jeito que o Francisco Cuoco dizia para a Regina Duarte. Eu sonhava com o “te amo” apaixonado, dito por um homem lindo, e com a voz um pouco trêmula, para deixar sua emoção bem evidente. Será que era invenção do cinema e da tevê, ou essas coisas poderiam acontecer mesmo?

Passou o tempo. Cresci, ouvi e retribuí. Clichê? Que seja, mas não há quem não se emocione ao escutar e ao dizer, ao menos nas primeiras vezes, em pleno encantamento da relação, quando a declaração ainda é fresca, pungente, verdadeira, a confirmação de algo estupendo que se está experimentando, um sentimento por fim alcançado e que se almeja eterno. Depois ele entra no circuito automático, vira aquele “te amo” dito nos finais dos telefonemas, como se fosse um “câmbio, desligo”.

O tempo seguiu passando, e me encontro aqui, agora, descobrindo que há outro tipo de “te amo” a ser escutado e falado, diferente dos que acontecem entre pais e filhos e entre amantes. É quando o “te amo” não é dito a fim de firmar um compromisso, para manter alguém a par das nossas intenções ou experimentar uma cena de novela.

Ele vem desvinculado de qualquer mensagem nas entrelinhas, não possui nenhum caráter de amarração e tampouco expectativa de ouvir de volta um “eu também”. É singular. Estou falando do amor declarado não só quando amamos com romantismo, mas também de outra forma.

Explico: tenho dito “te amo” para amigas e amigos e escutado deles também. Uma declaração bissexual e polígama, que resgata esse sentimento das garras da adequação. Volta a ser o amor primitivo, verdadeiro, sem nenhuma simbologia, puro afeto real. Amor por pessoas que não conheci ontem num bar, e sim por quem já tenho uma história de vida compartilhada.

Amor manifestado espontaneamente àqueles que não me exigem explicações, que apoiam minhas maluquices, que fazem piada dos meus defeitos, que já tiveram acesso ao meu raio X emocional e sabem exatamente o que levo dentro – e eu, da mesma forma, tudo igual em relação a eles. Mais do que nos amamos – nos sabemos.

É um “te amo” que cabe ser dito inclusive aos ex-amores, ao menos aos que nos marcaram profundamente, aos que nos auxiliaram na composição do que nos tornamos, e que mesmo nos tendo feito sofrer, foram fundamentais na caminhada rumo ao que somos hoje. E indo perigosamente mais longe: esse ex-amor pode ainda ser seu marido ou sua mulher, mesmo já não fazendo seu coração saltar da boca. Pelo trajeto percorrido, e por ter alcançado o posto de um amigo mais que especial, merece uma declaração igualmente comovida.

É quando o “eu te amo” deixa de ser sedução para virar celebração.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

sexta-feira, 17 de maio de 2013

quinta-feira, 9 de maio de 2013

A beleza e o valor do matrimônio

A beleza e o valor do matrimônio


Ao receber um convite de casamento, a grande curiosidade dos familiares e amigos é ver a noiva entrando na Igreja ao som de uma bela melodia. Os olhos estão todos voltados para ela, mas não podemos deixar de perceber a expectativa e a alegria na expressão do noivo, que aguarda ansioso no altar. Mas de nada vale uma belíssima cerimônia religiosa, ornamentada por uma sofisticada decoração com flores e arranjos, se o sentimento não for verdadeiro e os noivos não compreenderem a importância do sacramento do matrimônio.
Esta união, chamada matrimônio, precisa ser, primeiro de tudo, um território santo. Por isso, o casal precisa reservar um tempo dos preparativos para o casamento para refletir sobre a união que estão prestes a firmar diante de Deus, porque a aliança conjugal é um modo de santificar o amor humano entre o homem e a mulher.
Segundo o sacerdote da Comunidade Canção Nova padre Reinaldo Cazumbá, o casamento está fundamentado no amor de Cristo pela Igreja. Assim como Deus ama Sua Igreja, o homem e a mulher são convidados a viver esta união fortificada nos ensinamentos que o Senhor nos deixou. Por isso, é preciso que os dois se preparem, ao longo do namoro, para viver esta nova experiência. Assim, a Igreja propõe que, antes de casar, seja realizado o cursinho de noivos, a fim de orientar os noivos nessa nova jornada de suas vidas.
 
“É tão importante a união do casal, que Deus a elevou à categoria de ‘sacramento’. Jesus falou: “O que Deus uniu o homem não separa”. A Igreja oferece aos noivos uma preparação, mas, infelizmente, por causa dessa correria do tempo, o cursinho de noivos acaba sendo em um único fim de semana. É pouco tempo, mas um momento básico para a compreensão do matrimônio. Esse cursinho vai falar sobre o significado do casamento, explicar por que se casar, falar sobre a realidade da Igreja e como ela vê esse sacramento”, explicou padre Reinaldo.
Para o casal da cidade de Aparecida (SP), Marcele Marques e Elton Pacheco (ambos 26 anos), que namoraram cinco anos e são noivos há dois anos e três meses, esse tempo foi necessário para preparar e estruturar a vida a dois, a fim de que, juntos, tomassem esta decisão tão importante: casarem-se. Para padre Reinaldo é importante ressaltar que este sacramento foi instituído por Deus para o homem e a mulher, ou seja, eles se unirão em uma só carne para juntos viverem uma nova vida.
“Nós conversamos bastante, sabemos que é uma decisão para vida toda e que não será um mar de rosas sempre; afinal, são duas pessoas diferentes unindo-se para construir uma nova família. É claro que podemos ter ideias diferentes, e isso aconteceu até mesmo durante o namoro, mas sempre conseguimos pensar juntos e tomarmos a melhor decisão para todos”, testemunhou Marcele.
Quando o casal expressa o desejo de se casar é necessário que eles tenham certeza que foram escolhidos por Deus para viverem essa vocação. Portanto, o namoro e o noivado são a oportunidade de o casal conhecer o outro e enxergá-lo como seu companheiro. Os documentos da Igreja podem auxiliar e contribuir com a formação espiritual e o crescimento do relacionamento do casal para, juntos, formarem uma nova família.
“O matrimônio e a família constituem um dos bens mais preciosos da humanidade. A Igreja quer fazer chegar a sua voz e oferecer a sua ajuda a quem, conhecendo já o valor do casamento e da família, procura vivê-lo fielmente; a quem, incerto e ansioso, anda à procura da verdade, e também àqueles que estão impedidos de viver livremente o próprio projeto familiar. Sustentando os primeiros, iluminando os segundos e ajudando os outros, a Igreja oferece o seu serviço a cada homem interessado nos caminhos do matrimônio e da família” – (Exortação Apóstolica Familiaris Consortio – João Paulo II)
Ao preparar a cerimônia religiosa, os noivos não podem esquecer que a essência do casamento é a união que será conferida a Deus; portanto, é bonito acompanhar e ver toda a preparação dos noivos para que este dia seja muito especial.
Infografico - passo para casamento

Clique no infográfico acima e veja passo a passo para organizar seu casamento
Para a noiva, Marcele, casar-se na Igreja sempre foi um sonho. Quando marcou a data para a realização da cerimônia religiosa, tinha a certeza de qual igreja seria escolhida, pois como ela e seu noivo sempre foram envolvidos e engajados em pastorais religiosas, gostariam de se casar onde se conheceram.
“Escolhemos a igreja de Santo Antônio por vários motivos: começamos a namorar na festa de Santo Antônio, nossos pais se casaram nessa igreja e também é a comunidade da qual participamos desde crianças. Quanto aos preparativos do casamento, já estão em andamento desde o começo do ano. A maioria dos serviços como buffet e decoração já estão acertados, mas sempre aparece uma coisa diferente, uma novidade. Aí, a gente fica pensando se vai ou não incluir isso no casamento”, disse Marcele.
O casamento para as mulheres é um momento especial e esperado por muitas pessoas; portanto, toda a escolha gera dúvidas e, muitas vezes, é conversada e repensada pelo casal. Para o noivo as escolhas são mais simples e as preocupações são outras, como disse Elton: “O homem não tem muitos preparativos, mas eu acompanho com ela todos as grandes decisões, mas os detalhes eu deixo por conta dela”, contou.
“Acho que toda menina cresce pensando em como será seu casamento. É um momento quase mágico! Por isso surgem muitas dúvidas em relação ao vestido, à decoração, qual música é a mais bonita, que acessórios usar e todos os detalhes, que são muitos; afinal, é um momento único. Não é como uma festa de aniversário, que você pode inventar uma coisa diferente a cada ano. A gente só vai se casar uma vez na vida e quer que tudo seja perfeito e lindo. A única certeza que eu tenho é que eu quero me casar com o Elton”, disse Marcele.
O sacerdote aconselha aos noivos que os padrinhos e madrinhas desta união sejam pessoas próximas, que possam ajudá-los a se manterem juntos na fé cristã e a sempre reafirmarem o compromisso com o sacramento do matrimônio.
“Nós escolhemos familiares e amigos que sempre estiveram próximos a nós e acompanharam a nossa história, pessoas com quem podemos contar para conversar e nos aconselhar; afinal, padrinhos não são enfeites de altar, são pessoas nas quais confiamos e que estão dispostas a nos ajudar na vivência do matrimônio”, disse o casal de noivos.
Padre Reinaldo aconselha os jovens, que pretendem se casar, a procurarem um sacerdote ou um casal com mais tempo de casado para que, juntos, possam refletir sobre os desafios e a realidade do sacramento do matrimônio.
“É preciso ter este acompanhamento e este discernimento. Os namorados que querem chegar ao matrimônio precisam se deixar acompanhar por um casal maduro, pelo sacerdote e pelas pessoas que tenham condições de dar, realmente, o discernimento àquele casal. Será que você quer só casar? É só isso? É preciso conscientizar-se que você vai viver um sacramento. E para aqueles jovens que querem abraçar o casamento, precisam entender que este relacionamento vai implicar muitas situações como amor, filhos, relacionamento com Deus, vida a dois… E tudo isso necessita ser compreendido antes da decisão de se casar”, alertou o sacerdote.
O segredo para um relacionamento duradouro é espelhar-se em um casal maduro e nos ensinamentos que os documentos da Igreja fornecem aos cristãos, pois, desta forma, poderão viver, verdadeiramente, a vocação do matrimônio.

disponível em: http://blog.cancaonova.com/redacao/a-beleza-e-o-valor-do-matrimonio/
 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Crescer no casamento


Crescer no Casamento

Tenho um livro que faço de travesseiro: Perdas Necessárias, da autora norte-americana Judith Viorst. Com ele reflito, questiono, aprendo. E, principalmente, me sinto mais inteira com as mensagens que o livro desperta em mim.
...
O capítulo Amor e Ódio no Casamento reflete que parte dos laços conjugais está sujeito a fortes pressões emocionais, as quais quando não trabalhadas, trazem consequências nocivas (explícitas e ou silenciosas) à dinâmica relacional. Essas dificuldades têm mais chances de se manterem pela constante alimentação de cobranças, mediante expectativas muito romanceadas, projeções de carências infantis e da vivência, por parte dos cônjuges, da noção de complementaridade do casal, ainda compreendida na leitura da “metade da laranja”. Reforço, ainda, como bagagem pesada e porta de entrada aos conflitos, a criação de uma coleção de ressentimentos, pela vivenciada ditadura conjugal do Tem de Ser (do meu jeito).

Avalio ser importante ao casal, a redefinição dessas imposições, conceitos rígidos, nem sempre conversados ou aprofundados. É essencial a parada, após o período da paixão, para ser compreendido o casamento desejado e o vivido.

Não entenda minha fala como desencantamento. Reflito que os encantamentos conjugais, ao longo do tempo, são frutos de conversa, respeito a posições, diferenças e olhar direcionado à vivência afetiva, mediante experiência do sentido de pertencimento do par e da valorização da sua diferenciação. Um casamento adulto requer coragem para olhar de frente avanços, recuos e aprender a “temperar” romance com realidade, validando que a vida conjugal tem na sua dinâmica mudança e continuidade. É fundamental o balanço equilibrado das duas.

Crescer no casamento necessita do aprendizado voltado ao investimento do olhar mútuo, sem perder de vista a vontade de seguir e ousar.

Lígia Oliveira é Terapeuta de Casal e Família. Escreve a coluna Conversa em Família (Revista Mon Quartier).

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Dialogando com a dor

Dialogando com a dor

 
(Martha Medeiros)

Não simpatizo nada com a ideia de sentir dor. Para minha sorte, elas foram raras. Vivi dois partos normais que pareceram um passeio no parque, nada doeu, sobrou relaxamento e prazer. Quando penso em dor física, o que me vem à lembrança são as idas ao dentista quando era criança. Começava a sofrer já na noite anterior, sentia enjoos fortíssimos, não conseguia dormir, passava a madrugada chorando só de imaginar que no dia seguinte teria que enfrentar a broca e seu barulho aterrorizante. Estou falando de uma época em que crianças tinham cárie – hoje muitas nem sabem o que é isso, bendito flúor.

Mas o que fazer em relação a esse tipo de dor? Se nos pega de surpresa (um tombo, uma cabeçada, um corte), suportar. Se for uma dor interna, tomar um analgésico e esperar que passe. Não se pode dialogar com a dor física. Músculos, nervos, órgãos, pele, essa turma não escuta ninguém. Ainda bem que não são dores constantes, e sim pontuais. De repente, somem.

Já a dor psíquica não é tão breve. Pode durar semanas. Meses. Sem querer ser alarmista, pode durar uma vida. Porém, é mais elegante que a dor física: nos dá a chance de duelar com ela, ao contrário da outra, que é um ataque covarde. A dor psíquica possibilita um diálogo, e isso torna a luta menos desigual. São dois pesos-pesados, sendo que você é o favorito. Escolha suas armas para vencê-la.

Armas?

Por exemplo: redija cartas para si mesmo. Console-se escrevendo sobre o que você sente e depois planeje seus próximos passos. Escrever exorciza, invoca energia. Cartas e cartas para si mesmo, estabelecendo uma relação íntima entre você e sua dor – amanse-a.

Terapia. A cura pela fala. Você buscando explicar em palavras como foi que permitiu que ela ganhasse espaço para se instalar, de onde você imagina que ela veio, quem a ajudou a se apoderar de você. Uma investigação minuciosa sobre como ela se desenvolveu e sobre a acolhida que recebeu: sim, nós e nossas dores muitas vezes nos tornamos um só. É difícil a gente se apartar do que nos dói, pois às vezes é a única coisa que dá sentido à nossa vida.

Livros. O mais deslumbrante canal de comunicação com a dor, pois através de histórias alheias reescrevemos a nossa própria e suavizamos os efeitos colaterais de estar vivo. Ler é o diálogo silencioso com nossos fantasmas. A leitura subverte nossas certezas, redimensiona nossos dramas, nos emociona, faz rir, pensar, lembrar. Catarses intimidam a dor.

Meditação. Religião. Contato com a natureza. Viagens. Amigos. Solidão. Você decide por qual caminho irá dialogar com a sua dor, num enfrentamento que, mesmo que você não saia vitorioso, ao menos fortalecerá seu caráter.

Quem não dialoga com sua dor psíquica, não a reconhece como a inimiga admirável que é, capaz de torná-lo um ser humano melhor. A reduz a uma simples dor de dente e, como uma criança, desespera-se sozinho no escuro.

As crenças são ideias antigas ...

As crenças são ideias antigas que nós não percebemos que nos escravizam. Temos grande dificuldade de nos livrarmos delas para transformamos nossas vidas em algo compatível com a nova realidade.

Assim acontece com a expectativa que as mulheres têm em relação aos seus parceiros.

Elas continuam admirando homens bem sucedidos financeiramente, o que é um equívoco, porque o sucesso financeiro definitivamente não garante que eles sejam justamente as melhores pessoas e aqueles que seriam os melhores companheiros para uma vida contemporânea onde ambos trabalham, ambos têm de contribuir para o bom andamento das atividades domésticas do cotidiano e para a educação dos filhos.


Flávio Gikovate


Assista: youtu.be/ImGal0fnmEM

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Receita para fazer alguém feliz



Fazer alguém feliz não é uma tarefa impossível de ser cumprida e, ao contrário do que muitos pensam, não é nem mesmo difícil. Está entre as primeiras promessas construídas a dois, quando um relacionamento tem início, e está também entre as últimas - quando o amor já se desgastou, mas restando ainda um derradeiro apelo. "Eu posso fazer você feliz", é o que diz uma das metades envolvidas, ou dizem ambas. Mas, o mais engraçado é que, geralmente, quem faz esse tipo de promessa a considera elaborada e até difícil de ser levada a cabo. Será?

Via de regra, em um relacionamento entre duas pessoas de gostos e sintonias semelhantes - ou complementares - não há mistério em alegrar um ao outro. Não falo da felicidade eterna, utópica, filosófica e talvez até mesmo mística. Falo da felicidade diária, aquela mais simples, porém tão gostosa, do dia após dia com as noites entre eles. Aquela felicidade de quando a gente se flagra rindo gratuitamente, por uma lembrança boa e cotidiana. É que se a gente se concentrar muito na felicidade utópica, pode perder essa alegria de rotina que, talvez, seja tudo a que a gente tenha acesso nessa vida mundana. Esse tipo de felicidade está ao alcance de todos. E compartilhá-la ou proporcioná-la a quem amamos não é desafio: é so easy.

Entre duas pessoas que convivem, não é difícil saber o que é agradável e o que é irritante ao outro. Então, por que não tentar agradar mais e irritar menos? Por que não tolerar mais e discutir menos? Saber quando vale a pena falar e quando é melhor ficar em silêncio é uma arte que muitos levam uma vida inteira para dominar - ou nunca dominam. Mas, driblar conflitos é um exercício ao alcance de todos. E mimar um pouquinho mais a quem se ama, também. Se ele(a) adora um café, por exemplo, por que não servi-lo(a)? Se ele(a) detesta quando você tamborila as unhas sobre a mesa, por que continuar tamborilando? Se você prometeu que faria/iria/telefonaria/lembraria, por que não se esforçar um pouco mais para cumprir? São coisas simples, cotidianas, banais. Mas significam menos dores de cabeça. Que, por sua vez, significam mais calmaria. E a calmaria em meio às tempestades, já não seria a felicidade?

Fazer alguém feliz, como eu disse, não é uma tarefa impossível de ser cumprida. Às vezes é aquele telefonema prometido, às vezes é a visita surpresa, às vezes é uma flor, uma massagem nos pés, um abraço, um doce, uma água de coco, um chá, uma Coca-cola com gelo e limão. Fazer alguém feliz é variável, é cheio de tentativas e de possibilidades. Mas o empenho deve ser constante e nunca é vão. Porque, à medida que a gente tenta, a receita mais clichê do mundo aparece: sendo feliz, tornamos o outro feliz também. E vice-versa, como o amor deve ser.
 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

A importância de investir completamente no "negócio" da família



Traduzido e adaptado por Ana Maria Castellano do original The importance of investing yourself fully in the "business" of family, de Chloe Curtis.
Muitos anos atrás, como uma jovem família de três, meu marido e eu conhecemos e fizemos amigos através das atividades de nossa igreja e da comunidade. Ambos reconhecíamos que éramos apenas iniciantes quando veio a paternidade e começamos então a observar as semelhanças e padrões nas famílias que considerávamos bem-sucedidas - não em termos monetários, mas em proximidade uns com os outros.

Tivemos a sorte de estar cercados por várias famílias emocionalmente saudáveis, amorosas e ativas. Não eram perfeitos - regularmente vivenciavam lutas e desafios como todo mundo. Mas pareciam ser bons modelos, algo que estávamos procurando - famílias na rotina do dia a dia que tinham uma dinâmica familiar bem afinada e as competências da paternidade. Podiam assumir um problema, trabalhar com ele e resolvê-lo. Eu me sentia como uma esponja seca pronta para absorver a sabedoria que ganharia com suas experiências.

Uma família teve um impacto particularmente profundo em mim. Além da proximidade e compromisso que eles tinham um com o outro, o pai, um empresário de sucesso, ganhava a vida ao examinar, em grande detalhe, as empresas que estavam lutando para sobrepujar suas dificuldades. Ele analisava a empresa de alto a baixo, explicava seus pontos fortes e fracos aos líderes da organização e, se desejado, o projeto em que a empresa poderia estar em 10 anos. Às vezes, a empresa teria apenas que aceitar suas descobertas e seu trabalho já estaria feito. Em outras ocasiões, os líderes perguntavam se ele poderia elaborar um plano para os próximos 10 anos e, em seguida, procuravam sua ajuda para alcançar os objetivos da empresa. Era um trabalho fascinante. Ficamos intrigados com as histórias que ele contou das empresas que ajudou a transformar.

Era evidente para nós que alguns de seus princípios de organização poderiam ser aplicados a nossa jovem família. Então fomos trabalhar! Começamos a pensar sobre onde queríamos que a família Smurthwaite estivesse em 10 e 20 anos.

Começamos a nos fazer algumas perguntas:
• Onde queremos que a nossa família esteja espiritualmente em dez anos?
• Como poderíamos alcançar intimidade familiar contínua, confiança e comunicação?
• Como poderíamos manter o controle de nossas responsabilidades em casa e no local de trabalho e ainda conseguir tempo para recreação, experiências sociais e desenvolver interesses pessoais e hobbies?
• Como poderíamos incentivar os jovens da família a desenvolver uma ética de trabalho e abraçar a aprendizagem?
Tivemos muito a considerar!

Embora a nossa intenção não fosse conduzir nossa família como um negócio, sabíamos que poderíamos usar alguns dos princípios de um modelo de negócios eficaz para ajudar a nossa família a ser mais bem-sucedida. Sabíamos que seria necessário tempo, dedicação e um trabalho a ser amorosamente realizado. Nós também sabíamos que não poderia haver atalhos. As apostas eram altas e teríamos que nos comprometer com o tempo e energia que fossem necessários. Ao longo do caminho, tivemos que aprender a priorizar e equilibrar o básico, largar o desnecessário e manter nossos objetivos de longo prazo à vista.

Trinta e cinco anos de casamento e quatro filhos mais tarde, aqui está o que aprendemos:

• Você cometerá erros. Aprenda com eles e altere o seu curso.
• Seus objetivos necessitam de avaliação regular; faça disso uma prioridade.
• O amor é o elemento mais vital em seu círculo familiar.
• Perdoar, admitir as falhas e pedir desculpas rapidamente são elementos cruciais.
• Ajudar seu cônjuge e seus filhos a alcançarem objetivos pessoais é enriquecedor e necessário para a estima e o bem-estar emocional de cada um.
• Trabalhem arduamente e tenham um desempenho árduo juntos.
• Celebrem os sucessos, especialmente os pequenos.
• Criem suas próprias tradições e memórias.
• O padrão ouro será sempre a inteligência e a sabedoria.
• Biscoitos quentes e leite frio realmente ajudam.
• Os membros de sua família devem realmente ser os seus melhores amigos por toda a vida.

Uma ou duas décadas de dedicação à família detém milhões de pequenos momentos de ensino que permanecerão nos corações de seus filhos para toda a vida. A infância é passageira, ao passo que a paternidade o acompanhará por anos. Abrace essa viagem e nunca subestime sua influência para o bem, mesmo nos recantos remotos de sua vida.

Nosso amigo, o consultor, sabia muito sobre o resgate de empresas em dificuldades e algo do que ele ensinou nos ajudou como família. Você está disposto a investir em sua própria família? O resto é com você. Decida hoje que você focará em primeiro lugar toda sua energia em sua família e estará disposto a fazer um investimento pessoal e completo em amor e compromisso relacionado a esse encargo sagrado.

Harmonia e felicidade conjugal: Melhorando a comunicação no casamento

 
Quando um casal se comunica com amor, aumenta o sentimento de união e compreensão entre si.

É importante lembrar que a comunicação vai muito além das conversas corriqueiras sobre os compromissos do dia e as atividades dos filhos. Ela deve incluir todos os pensamentos, sentimentos ou metas.

Uma comunicação a tal ponto eficaz tem o poder de contribuir para o respeito entre o casal, diminuir os conflitos e aumentar o amor.

Se você quer se comunicar melhor com seu cônjuge, mas as respostas dele parecem não ir muito além do “sim”, “não”, “talvez”, você poderá ajudá-lo ao aplicar as seguintes técnicas:

1) Aceite as diferenças: quanto antes você reconhecer e aceitar (sem julgar nem criticar) as diferenças existentes entre você e seu cônjuge, mais facilmente a comunicação fluirá entre vocês. Isso acontecerá à medida que você se tornar mais compreensiva e atenta aos interesses dele.

2) Mostre-se interessada quando ele estiver falando: se você está lendo este artigo é porque quer ajudar seu marido a se comunicar melhor, certo? Então, quando ele começar a falar, ouça! Parece óbvio, mas não é. Durante a correria do dia a dia é comum não pararmos para ouvir o que o outro tem a dizer.

3) Faça perguntas que o ajudem a se exprimir: se quando você pergunta ao seu marido como foi o dia ele responde somente “bom” (como a grande maioria dos homens), faça mais perguntas que o ajudem a exprimir seus sentimentos. No exemplo acima, você poderia acrescentar “e o que aconteceu hoje no trabalho?”, “como você se sentiu a respeito?”.

4) Ouça ativamente: conversar não é somente ouvir. É também interagir. Reformule o que ele disse com suas palavras. Ao fazer isso, você demonstra que se interessou e compreendeu o que ele disse. Caso não tenha entendido corretamente, ele terá a oportunidade de corrigir e tentar se expressar de outra forma.

5) Elogie: os elogios sinceros melhoram incrivelmente a comunicação, pois ele se sentirá mais confiante e capaz de expor seus sentimentos.

6) Exponha suas intenções: se tiver que abordar um assunto difícil, identifique e exponha suas intenções primeiro. Assim, seu marido entenderá que seu objetivo é fortalecer o relacionamento e resolver algum problema, e não criticar ou reclamar dele. Assim, no lugar de começar uma conversa dizendo que seu marido gasta muito tempo assistindo TV, quando deveria dedicar mais atenção para você, comece dizendo que gostaria de passar mais tempo com ele, que isso iria fortalecer o relacionamento de vocês, então sugira alguma atividade que seja do agrado dos dois ou pergunte o que ele gostaria de fazer.

A boa comunicação é um hábito extremamente importante no casamento. E, como todo hábito, leva tempo para se concretizar. Por isso, não desanime. Seja persistente e em breve você colherá os frutos.

Que tal escolher uma das técnicas deste artigo e começar a praticar ainda hoje ?

http://familia.com.br/harmonia-e-felicidade-conjugal-melhorando-a-comunicacao-no-casamento?Itemid=631#.UWfvnKK-rcM

sexta-feira, 12 de abril de 2013

É preciso amar a si mesmo ... ?

Será que é preciso amar a si mesmo antes de amar aos outros?

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Sempre me surpreendo ao ouvir as pessoas falarem, com convicção, frases conhecidas, tidas como verdades, sobre as quais pouco refletiram. Elas correspondem às crenças, pontos de vista que herdamos daqueles que nos antecederam.
Temos o dever de repensar tudo, uma vez que novos conhecimentos podem criar maneiras mais sofisticadas de encarar os temas que tanto nos interessam.
Esta é uma destas frases: “se eu não conseguir me amar primeiro, não serei capaz de amar ninguém”. Isso é dito e pensado a propósito da possibilidade de estabelecermos um relacionamento íntimo, estável e de boa qualidade.
Não se está falando em termos genéricos, de modo que ela não está diretamente ligada ao ditame bíblico de que devemos “amar ao próximo como a nós mesmos”.
O “próximo” do texto bíblico é qualquer pessoa com a qual estabelecemos algum tipo de relação e não aquele ser especial com quem queremos estabelecer um relacionamento íntimo, de preferência estável e definitivo.
Além disso, penso que a ideia religiosa diz respeito ao tratamento e aos direitos, ou seja, de que devemos considerar os outros como portadores de direitos iguais àqueles que atribuímos a nós.
A forma como tenho pensado acerca do amor não nos permite falar em amor por si mesmo. Isso porque ele acontece sempre em condições interpessoais. O amor corresponde ao sentimento que temos por aquela pessoa cuja presença provoca em nós a adorável sensação de paz e aconchego.
A primeira manifestação desse sentimento corresponde ao que acontece entre mãe e filho, talvez ainda durante a vida intrauterina, mas, certamente, a partir do nascimento: a criança, desamparada e ameaçada por desconfortos de todo o tipo, se sente bem e aconchegada pela presença física da mãe e a ama; esta, por sua vez, sente enorme prazer em estar com seu bebê no colo e sente por ele enorme amor justamente porque ela também se sente aconchegada por ele.
O primeiro sentimento interpessoal é o de amor. É claro que a criança, frustrada pela ausência da mãe, também pode ficar revoltada e chorar muito por se sentir abandonada.
Talvez o segundo sentimento seja mesmo de raiva, que também é interpessoal (depende de um agressor externo).
À medida que os meses se passam e a criança vai se diferenciando, ela passa a pesquisar o mundo que a cerca, inclusive a si mesma. Ao tocar certas partes do seu corpo, experimenta uma sensação muito agradável de excitação. Trata-se de excitação sexual, esta sim pessoal e autoerótica.
Quando se pensa no sexo e amor como parte do mesmo processo, o que não é o meu ponto de vista, pode-se pensar que exista algum tipo de afeição da criança (e depois do adulto) por si mesmo.
Acontece que com a separação entre esses dois fenômenos (sendo fato que o amor acontece antes do sexo), podemos pensar no sexo como um fenômeno pessoal, mas não no amor como tal.
Assim, existe autoerotismo, mas não existe amor por si mesmo: o amor pede objeto e o primeiro objeto é nossa mãe.
Estas considerações são de natureza mais teórica. Vamos agora à prática, na qual constatamos que a grande maioria das pessoas não tem um bom juízo de si mesma. Isso significa que elas não têm boa autoestima, o que costuma ser tratado como sinônimo de ausência de amor por si mesmas.
Estima é uma palavra que pode estar associada a amor, mas também significa valor; penso mais neste segundo aspecto, de modo que baixa autoestima significa que não estou satisfeito com o meu jeito de ser.
Eu sou o juiz e também aquele que é avaliado, no caso, de forma negativa. Se isso, de fato, implicar em incapacidade para amar, podemos afirmar que o amor não existe!
O que acontece não é nada disso. Aquele que tem de si um juízo negativo costuma se interessar por alguém que seja o seu oposto. Isso sim é a regra do que acontece na realidade: nos encantamos pelos que são o oposto de nós, já que não gostamos nem um pouco do nosso jeito de ser.
As pessoas que acompanham meu trabalho sabem que considero este tipo de aliança um tanto precária e, hoje em dia, com tendência a uma vida curta.
Podemos dizer que quem não tem boa autoestima (expressão melhor do que “aquele que não se ama”) tende a amar seu oposto. A qualidade deste tipo de relacionamento é muito duvidosa, de modo que, nesse sentido, podemos dizer que aqueles que têm uma boa autoestima (expressão que substitui, com vantagens, “aquele que se ama”) tendem a estabelecer relacionamentos amorosos muito melhores encaixados e bastante mais gratificantes.
Ao pensarmos por esta ótica e se considerarmos como amor apenas este segundo tipo de relacionamento, entre pessoas de temperamento e caráter afins, podemos dizer que ele depende vitalmente de uma boa autoestima. Como ela é rara, também serão raros os relacionamentos amorosos.
Acontece que não me parece razoável pensar assim, já que os relacionamentos entre opostos também implicam em aconchego e intimidade – apesar dos problemas, conflitos, ciúmes e brigas de todos os tipos.
Assim, só poderíamos mesmo é afirmar que, para sermos muito felizes no amor, temos antes que nos entender com nós mesmos.
Talvez seja essencial um avanço na capacidade de ficar bem consigo mesmo, de correção daqueles aspectos que não gostamos em nós e do atingimento de um estado de conciliação com nossa forma de ser para que possamos estar verdadeiramente prontos para um relacionamento amoroso no qual as delícias do aconchego possam nos satisfazer plenamente.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

A Riqueza de um Casamento Romântico

A Riqueza de um Casamento Romântico

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Do ponto de vista teórico, os casamentos com altos e duradouros lances de romantismo deveriam ser muito mais frequentes que aqueles baseados em uma sexualidade rica e exuberante. Mas, na prática, isso não ocorre.
Não quero dizer que sejam tão comuns as uniões sexualmente satisfatórias, mas que são raríssimos os casais que conseguem viver, ao longo de várias décadas, uma experiência sentimental bonita, daquelas de encher o coração de alegria e os olhos de lágrimas, de tanta emoção.
As coisas costumam ser mal colocadas desde o começo. A grande maioria dos casamentos ocorre entre uma pessoa apaixonada e outra que prefere ser objeto da paixão.
Enquanto a primeira – mais generosa – oferece, a segunda – mais egoísta – recebe. A mais generosa tem coragem de amar. A egoísta tem medo de sofrer e se protege da dor do amor ao não se abrir demais para a relação.
As uniões desse tipo apresentam momentos bonitos, é claro. Possibilitam até mesmo uma vida sexual de permanente conquista. Sim, porque o egoísta nunca se entrega totalmente ao outro, de modo que o generoso estará sempre tentando conquistá-lo.
Esse fenômeno costuma gerar alguns instantes de profundo encontro, mas são momentos vãos, que logo se desfazem. E o corre-corre das brigas e da luta pela conquista volta. No entanto, esse é apenas um dos aspectos da questão.
Outro fator de peso está nas diferenças de temperamento (generosos e egoístas são bastante diferentes), de gosto e interesses. Na vida prática, no dia-a-dia, as divergências de opinião e a falta de um projeto comum provocam irritação permanente. E isso não vale só para as grandes diferenças.
O cotidiano se faz realmente nas pequenas coisas: Onde vamos jantar? Que amigos vamos convidar? Onde vamos passar as férias? A que filme vamos assistir? Como agiremos com as crianças? O que faremos com os parentes? E assim por diante. São justamente estas pequenas contradições que provocam a irritação, a raiva e, portanto, a maioria das brigas.
As afinidades aproximam as pessoas, enquanto as diferenças as afastam.
Além do mais, a oposição é a raiz da inveja: o baixo inveja o alto; o gordo, o magro; o preguiçoso, o determinado; o introvertido, o sociável. E a inveja é inimiga do diálogo. Nesse tipo de união, as brigas serão o normal no relacionamento e os momentos de encontro e harmonia serão exceções cada vez mais raras.
Eu disse que, do ponto de vista teórico, a felicidade romântica no casamento poderia ser bastante comum porque o amor não padece do desejo de novidade que tanto agrada ao sexo.
Ao contrário, o amor é apego, é vontade de aconchego, de tranqüila intimidade. Trata-se de um sentimento que floresce e frutifica melhor quando tudo é exatamente igual e antigo. Gostamos da nossa casa, daquela velha roupa que nos agasalha tão bem. Gostamos de voltar aos mesmos lugares do passado, da nossa cidade, do nosso país.
Queremos também sentir essa solidez e estabilidade com o nosso parceiro amoroso. Amor é paz e descanso e deriva justamente do fato de uma pessoa conhecer e entender bem a outra. Por isso, é importante que as afinidades, as semelhanças, predominem sobre as diferenças de temperamento, caráter e projetos de vida.
Seres humanos parecidos poderão viver uma história de amor rica e de duração ilimitada. Não terão motivos para divergências. Não sentirão inveja.
Um último alerta – além da lição que se pode tirar da experiência, acima descrita, dos raros casais que vivem harmoniosamente – é que cada um deve procurar se unir a seu igual. Só assim o amor não será um momento fugaz.
Para que a intimidade não se transforme em tédio e continue a ser rica e estimulante, é necessário que o casal faça planos em comum e que depois se empenhe em executá-los.
De nada adianta fugir para uma ilha deserta para curtir a paixão maior. Quem fizer isso provavelmente voltará, depois de dois meses, decepcionado com a vida e com o amor.
A vida é um veículo de duas rodas: só se equilibra em movimento.
Para que duas pessoas se tornem uma unidade é preciso criar um objetivo: ter filhos, construir uma casa, um patrimônio, uma carreira profissional, um ideal… o conteúdo em si não interessa.
Seja qual for, é a cumplicidade que transforma o amor em algo fundamental. Fazer planos é sempre uma aventura excitante. É sobre eles que mais adoramos sonhar juntos.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013

A capacidade de amar


Esta semana eu deparei com um assunto que muita gente adora, as vidas passadas. É o tema do livro do meu amigo Walcyr Carrasco, conhecido autor de novelas e um dos colunistas aqui da Época. O novo romance dele, Juntos para Sempre, tem como personagem central um advogado que começa a tropeçar em memórias de outra existência. Depois de um sonho muitas vezes repetido, ele procura um terapeuta, faz uma regressão de cinco séculos e inicia uma aventura que irá levá-lo à Espanha da Inquisição, ao encontro de um grande amor. Abri o livro na cama, na noite de domingo, e não consegui parar até a página 207, quando ele termina. Continuo sem acreditar em vidas passadas, mas me diverti um bocado.
Um aspecto menos divertido do livro do Walcyr, porém, continuou comigo depois da leitura: seu personagem principal é incapaz de amar. É um homem de quase 40 anos que gosta da companhia das mulheres, acha-as atraentes, mas nunca encontrou o sentimento profundo que justifique um compromisso. O livro explica a situação e a resolve nos seus próprios termos, mas o assunto ficou me incomodando. Há milhões de pessoas no mundo real que vivem assim, incapazes de gostar profundamente. Eu já deparei com elas, você também. Há um número ainda maior de pessoas com uma capacidade de amar muito pequena. Se formos honestos, aliás, teremos de olhar para nós mesmos, e para a nossa surrada biografia, e perguntar até que ponto somos capazes desse nobre sentimento. Eu temo que a resposta não seja agradável.
Minha impressão é que cada um de nós tem uma certa capacidade de amar. A de alguns será enorme, a de outros, mirradinha. Se isso parece estranho, compare com outros sentimentos. Medo, por exemplo. Todo mundo sabe que há pessoas mais medrosas e pessoas menos medrosas no mundo. Ou rancor. Há gente capaz de guardá-lo pela vida inteira, enquanto em outras ele desaparece em poucos dias. O mesmo vale para quase tudo. Alegria, generosidade, empatia. Cada um de nós parece dotado de diferentes quantidades de cada sentimento. A proporção e a combinação deles determinam a nossa personalidade, e a maneira como viveremos a nossa vida.
O amor não é diferente. Na escala da capacidade de amar, cada um de nós merece uma nota, que varia de 0 a 10. Claro, gostamos todos de pensar que somos 10, mas os fatos muitas vezes não autorizam essa presunção. Quantas vezes você já amou de maneira intensa, duradoura e – atenção – realista? Não vale paixão platônica, não vale amor unilateral, paixonite de carnaval não conta. A gente só descobre quanto é capaz de gostar quando o outro também gosta da gente e quando as duas vidas de alguma forma se misturam. Antes disso o jogo ainda nem começou.
Se, na vida real, você acha que é 10, mas a sua biografia sentimental não sugere mais do que quatro, pode ser que a pessoa certa ainda não tenha aparecido – mas isso pode ser apenas uma ilusão. É difícil imaginar que alguém que nunca foi capaz de se entregar ou de criar um vínculo duradouro vai conseguir fazê-lo, de uma hora para outra, porque apareceu a pessoa que tem a chave para os sentimentos dela. Soa como pensamento mágico.
Na vida real, as pessoas com grande capacidade de amar exercem esse dom ao longo da vida. Elas amam diferentes pessoas, por diferentes razões, em diferentes momentos. Ou amam a mesma pessoa desde sempre, o tempo todo. A capacidade de gostar está nelas, não vem do outro. Elas amam amar, por assim dizer. O potencial para se vincular é delas – como é delas a alegria, a coragem, a sensualidade.
A gente pode imaginar que a capacidade de amar nasce pronta com cada um de nós, mas eu prefiro pensar que a vida é quem molda os nossos sentimentos. As relações em casa e no mundo influenciam, desde muito cedo, a nossa capacidade de sentir. Sentir medo, sentir amor, sentir tristeza e alegria. Uma experiência ruim ali, uma decepção acolá, a gente nem percebe e vai se fechando feito uma ostra, desde pequeno. Quando cresce é que nota o que está fazendo falta, como a capacidade de amar ou de ser feliz – que me parecem ser a mesmíssima coisa.
Há duas maneiras de lidar com isso, eu acho. Uma é fatalista. A gente é o que é, ou é o que foi feito de nós, e não há mudança possível. Vivemos com isso e ponto. A outra, otimista, ou iluminista, sugere que saber é poder. Se você percebe que tem dificuldade em gostar das pessoas, se na escala do amor você não passa de cinco, tende mudar. Não é fácil, mas é possível. O tempo e o conhecimento melhoram a gente. Ao contrário das vidas passadas, a vida presente é mutável, melhorável e solucionável. Adorável também, de várias maneiras. De qualquer forma, tenho certeza que é a única, sem direito a segunda chance. É nosso direito, portanto, nosso dever na verdade, vivê-la da melhor forma possível – para nós e para os outros.

Ivan Martins
(http://revistaepoca.globo.com//Sociedade/ivan-martins/noticia/2013/03/capacidade-de-amar.html)

sábado, 30 de março de 2013

Sobre o amor...




"Não amar é cultuar uma forma de sofrimento. Amar reivindica também renunciar para melhor conseguir, para melhor resultado obter. Mesmo que na renúncia também possa se ferir."

"Ama verdadeiramente. Ama intensamente. E tu compreenderás os segredos de Deus e do céus mesmo que limitado seja o teu ser. Mas no amor não poderias te conter, por isso, a conseqüência natural de amar seria amar, porque amar sozinho não tem como nem porque..."
"O amor dignifica. O amor purifica, modifica por dentro. O amor é capaz de atos que jamais alcançará qualquer pensamento. Difícil no amor é renunciar. Renunciar até para depois ter de volta no desejo constante de ajudar e superar."


Disse o Pe. Airton Freire durante o Retiro de Páscoa.

quinta-feira, 28 de março de 2013

segunda-feira, 25 de março de 2013

Homilia do Pe. Airton do dia 23/03/13

Homilia do Pe. Airton do dia 23/03/13 na Faculdade Marista - "Na vida da gente a gente percebe que em determinado momento as coisas vão tomando um rumo e inevitavelmente a continuar da forma como está acontecerá o que os sinais anunciavam previamente. Uma conjugação de força de elementos poderão se tornar alinhados e o resultado será conforme essas forças possam provocar ou já teve provocado.

Na vida da gente alguns acontecimentos podem tomar proporção maior do que poderíamos imaginar e quanto mais os elementos se alinharem em força mais o fato se dará de forma a não se poder mais evitar. Assim acontece nos relacionamentos, acontecem em determinados momentos da vida da gente. Enquanto é tempo é possível mudar. Enquanto as coisas estão em curso é possível mudar a direção antes que seja tarde, antes que tu próprio querendo ou tu mesmo querendo não encontres condições de evitar de se ter este ou aquele acontecimento.

As coisas ganharam força interna e externamente com tal intensidade que elas poderão fugir ao controle da tua vontade. Mas a cada pessoa é dada mais de uma oportunidade para que ela possa refazer-se a partir de dentro e mudar o curso de determinados acontecimentos, enquanto ainda estão acontecendo internamente. Existem coisas que se tu vieres a mudar, se deixares de fazer concessão tu verás o resultado em que isso dará. Mas se tu fores deixando que essas coisas possam ir se adiando, a outros elementos tão fortemente, tu poderás perceber que tu terás mais nada o que fazer. Agirás tardiamente!

A cada pessoa é dada mais de uma oportunidade. Quanto a ti, por vezes, tu poderás recuar para depois avançar. Por vezes tu precisas te ausentar, a fim de ganhar tempo e pensar previamente acerca dos próximos passo que tu darás, enquanto é tempo.

Cada pessoa sente quando os ventos mudam de direção. Cada pessoa começa a perceber através de sinais elementos palpáveis, tangíveis, que as coisas estão mudando de rumo e direção. Antes que seja tarde, tu precisas fazer uma mudança enquanto é tempo.
O que o Evangelho conta é acerca de acontecimentos referentes à última semana de Jesus no meio de nós. O resto tu sabes como aconteceu. Ele entrou em Jerusalém e colocou para fora alguns cambistas e depois se ausentou para Betânia e ficou na casa de Lázaro, que fica cerca de 6km do Getsamani que Ele constumava tantas vezes frequentar. Ele estava se preparando para fazer a passagem pois estava terminando a missão que o Pai tinha dado e tinha confiado realizar.
Na tua vida se tu sentes ter uma missão, se tu fores chamado, convocado, a realizar um plano para o qual o Senhor tem te preparado, não recues desta decisão. Se os acontecimentos começarem a mostrar que da forma que como tu estás realizando, em algo mais sério poderá se dar, se sentires em teu coração que para ser coerente, verdadeiro, um preço alto haverás de pagar. Sê verdadeiro, sê coerente. Há coisas de que não vale à pena abrir mão. Eu já te disse várias vezes e repito novamente, ao Rei tudo menos a honra. A minha vida ao Rei e ao Reino eu poderei dar, mas a minha honra é o inegociável da questão. Isso eu não poderei abrir mão. Não é matéria de negociação. Por vezes, eu poderia até recuar, flexibilizar, mas fidelidade aos princípios em que eu acredito isso eu não poderei negociar.

Se o sal perder o seu sabor com que haverá de salgar. Se a luz que há em ti se tornar em trevas como grande a treva será. São palavras que disse Jesus. Tu possuis uma identidade que a qualquer custo precisa ser preservada. Tu não poderás negar Aquele que te criou e que te chamou. Aquele que de talentos te dotou e te enviou para que frutos em abudância tu pudesses dar. Não vás negar esse amor. Aquele que te trouxe até aqui é o primeiro interessado em que tu leves a bom termo a obra em que Ele se encarregou e te confirmou para que levasse até o fim.

Esta fidelidade de Jesus o levou uma cruz. A fidelidade de Jesus por amor levou a ir até o fim e no alto da cruz Ele disse que Tudo está consumado, cumpriu até o fim a divina Vontade, e por sua fideliddade, por seu amor fiel nós fomos salvos. Que sigas tu o exemplo do Senhor Jesus.
Se a tua vida estiver passando por uma mudança internamente ou externamente tu poderás te orientar a partir da Palavra que não engana, a partir da Palavra do Senhor da qual Vida, Verdade e Luz emanam. Isso não poderás negociar. Honra o Senhor teu Deus, ama-O acima de tudo pois além Dele outro Deus não há. Ama Verdadeiramente com toda a tua força, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e nada faças que fuja a este mandamento, o primeiro mandamento!

Se tu agires com firmeza e serenidade, acredita, o Senhor confirmará na Verdade todos os teus atos, e além do mais, tu e tua casa serão abençoados.

Louvado Seja o Nosso Senhor Jesus Cristo."

Padre Airton Freire
Homilia - 23/03/2013
(Encontro com Pe. Airton Freire em Recife na Faculdade Marista)


http://www.youtube.com/watch?v=nfeIdJ_YUwU


Boa semana !


sexta-feira, 22 de março de 2013

Às mães e futuras mães...

 
 
TEXTO MARAVILHOSO DEDICADO A TODAS AS MAMÃES E FUTURAS MAMÃES!

Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido es...tão pensando em “começar uma família”.

— Nós estamos fazendo uma pesquisa — ela diz, meio de brincadeira. — Você acha que eu deveria ter um bebê?

— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.

— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde n
os finais de semana, nada de férias espontâneas…

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: “E se tivesse sido o MEU filho?”; que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar; que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzí-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote; que um grito urgente de “Mãe!” fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina; que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino, no McDonald's, se tornará um enorme dilema; que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma; que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho; que ela a daria num segundo para salvar sua cria — mas que também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias, se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que, através da história, tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender por que eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que me torno temporariamente insana quando discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta.

Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

— Você jamais se arrependerá — digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa por ela e por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho esse que é o mais maravilhoso dos chamados; esse presente abençoado de Deus, que é ser mãe.

Autor Desconhecido

FOTO DE Lilo Faria - Curitiba
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quinta-feira, 21 de março de 2013

quarta-feira, 20 de março de 2013

segunda-feira, 11 de março de 2013

Amor e perseguição



‘Amor e Perseguição’ (Martha Medeiros) – ‘As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas’. (Norman Mailer) Copiem. Decorem. Aprendam.
Temos a mania de achar que amor é algo que se busca. Buscamos o amor em bares, buscamos o amor na internet, buscamos o amor na parada de ônibus. Como n...um jogo de esconde-esconde, procuramos pelo amor que está oculto dentro das boates, nas salas de aula, nas plateias dos teatros. Ele certamente está por ali, você quase pode sentir o seu cheiro, precisa apenas descobri-lo e agarrá-lo o mais rápido possível, pois só o amor constrói; só o amor salva, só o amor traz felicidade.
Amor não é medicamento. Se você está deprimido, histérico ou ansioso demais, o amor não se aproximará,e, caso o faça vai frustrar suas expectativas, porque o amor quer ser recebido com saúde e leveza,ele não suporta a idéia de ser ingerido de quatro em quatro horas, como antibiótico para combater as bactérias da solidão e da falta de auto-estima. Você já ouviu muitas vezes alguém dizer: “Quando eu menos esperava, quando eu havia desistido de procurar, o amor apareceu”. Claro, o amor não é bobo, quer ser bem tratado, por isso escolhe as pessoas que, antes de tudo, tratam bem de si mesmas.
‘As pessoas ficam procurando o amor como solução para todos os seus problemas quando, na realidade, o amor é a recompensa por você ter resolvido os seus problemas’. (Normal Mailer) Divulguem. Repitam. Convençam-se.
O amor, ao contrário do que se pensa, não tem que vir antes de tudo: antes de estabilizar a carreira profissional, antes de viajar pelo mundo, de curtir a vida. Ele não é uma garantia de que, a partir do seu surgimento, tudo o mais dará certo. Queremos o amor como pré-requisito para o sucesso nos outros setores, quando na verdade, o amor espera primeiro você ser feliz para só então surgir diante de você sem máscaras e sem fantasia. É esta a condição. É pegar ou largar.
Para quem acha que isso é chantagem, arrisco sair em defesa do amor: ser feliz é uma exigência razoável e não é tarefa tão complicada. Felizes aqueles que aprendem a administrar seus conflitos, que aceitam suas oscilações de humor, que dão o melhor de si e não se autoflagelam por causa dos erros que cometem. Felicidade é serenidade. Não tem nada a ver com piscinas, carros e muito menos com príncipes encantados. O amor é o prêmio para quem relaxa.'
 

quinta-feira, 7 de março de 2013

Como fazer uma mulher feliz !


Quando encontramos o homem ou a mulher dos sonhos e temos a certeza de que queremos envelhecer ao lado daquela pessoa, nossa busca terminou. Quando finalmente decidimos unir as vidas e partilhar o cotidiano com o outro, começa uma nova jornada. Uma viagem que nos traz uma descoberta nova a cada dia. Isso é felicidade. Sentimo-nos realizados.

Mas, e quando o outro não está tão feliz como nós? A partir do momento em que percebemos que algo está “fora dos trilhos” nada melhor que sentar e conversar. Como mulher, posso afirmar que os homens costumam fugir desses assuntos mais do que as próprias mulheres. São tantos os afazeres, tantas as preocupações que, ao evitar conversar com o outro, acreditamos estar nos desviando de mais um problema. Mas isso não é verdade. Resolver algo que apenas incomoda no relacionamento impede que esse pequeno arranhão se transforme em algo tão grandioso que, às vezes, leva o casal ao divórcio.

Esse é o primeiro passo para fazer o outro feliz, seja este a esposa ou o marido. Mas, como este artigo dá conta de como fazer a mulher feliz, sinto-me à vontade para dizer que, para que você marido tenha uma companheira sempre de bem com a vida (e com você) ao seu lado, algumas coisinhas que podem parecer tolas são muito necessárias:

1. Ouça.
As mulheres têm necessidade de falar, falar e falar. Parecem ter nascido programadas para se comunicar. Mesmo que você não entenda uma palavra do que ela está falando, ouça. Ela vai se sentir querida e amada.

2. Ajude nos afazeres domésticos.
Lavar, passar e cozinhar não são sua praia? Tudo bem. Você não precisa fazer o que não gosta. Mas será que arrumar a cama de vez em quando ou ajudar a guardar os brinquedos que as crianças deixaram espalhados pela sala ao fim do dia seria pedir muito? Quem sabe dar uma volta com os cachorros pelo quarteirão aos domingos? Pense no que você poderia fazer para ajudá-la e faça, mesmo que seja só de vez em quando.

3. Dê flores a ela.
Receber flores sem ter um porquê é imensamente prazeroso. Mas acho que os homens ainda não descobriram isso. Eles costumam dar flores às esposas quando se sentem culpados por trabalhar demais, quando querem pedir desculpas depois de uma briga ou em datas comemorativas. Maridos, prestem atenção: quando falamos em flores, não estamos querendo dizer um ramalhete de rosas gigantes! Um vasinho de violetas ou mesmo uma única flor, qualquer que seja ela, pode ser perfeito.

4. Pergunte a opinião da sua esposa.
Se você é dos homens que decidem tudo, pode ir parando por aí. Uma família é feita por mais de uma pessoa. Ouvir a opinião de quem faz parte dela é muito importante, mesmo que a decisão final seja sua.

5. Ajude na organização da casa depois de uma festa.
Mesmo que sua esposa seja uma máquina de limpeza, pode ter certeza que se você pegar um saco de lixo e começar a juntar o que precisa ser jogado fora depois da festa, vai deixá-la feliz. Afinal, vocês dois se divertiram igualmente, então, vocês dois também devem arcar com a organização da casa do mesmo modo.

6. Levante-se de madrugada para ver o bebê.
Se o bebê está chorando, precisa ser alimentado ou trocado, e não está mais mamando no peito, você também pode fazer essas tarefas. Preparar uma mamadeira, colocar uma fralda limpa na criança não são coisas nada complexas. Você vai deixar a sua mulher dormir um pouquinho, vai interagir mais com seu filho (o que é muito importante para ambos) e perceberá que sua esposa ficará mais disposta e animada por ter conseguido descansar. Mas não adianta fazer isso somente uma vez na vida. Ajude sempre que puder.

7. Fique com as crianças para que sua mulher vá ao salão de beleza.
Toda mulher gosta de estar sempre bonita e arrumada, mesmo que não seja daquelas que amam salto alto. Se ela quiser ir ao cabeleireiro, ofereça-se para ficar com seus filhos. Ela vai adorar, pois terá um tempo só para ela e, quando voltar, você também vai gostar do resultado.

8. Diga “eu te amo” com mais frequência.
Não é porque vocês se casaram e sabem que se amam que você não deve falar as palavras “eu te amo” sempre que possível a ela. A rotina de qualquer um é estressante, cansativa e muitas vezes entediante. Se o outro não nos lembra que somos amadas, o dia a dia fica sem propósito também.

9. Elogie sua mulher.
Mesmo que ela tenha acabado de acordar e esteja toda descabelada, diga que a vê como a mulher mais bonita que há, se isso for verdade para você. Se ela se arrumou para sair com você, elogie. Dizer o que sente não é sinal de fraqueza. Um homem seguro sempre é capaz de falar coisas bonitas a quem ama.

Esperamos que essas dicas lhe tragam resultados positivos. Um bom relacionamento é feito por duas pessoas que se esforçam para tal e que se amam. Faça sua mulher sempre mais feliz e verá que ela será mais capaz de fazer o mesmo por você.

Fernanda Trida
(publicado em familia.com.br)

domingo, 3 de março de 2013

O perdão é o verdadeiro caminho até a liberdade



O perdão é o verdadeiro caminho até a liberdade, e sem ele, o mundo se torna um lugar muito difícil de vivermos.

A vida nem sempre é justa, muitas pessoas podem ser cruéis, a dor pode se tornar muitas vezes insuportável, e injustiças são muito comuns.

Precisamos escolher o caminho do perdão se quisermos ter uma vida de paz, harmonia e felicidade com o nosso próximo, e, na maioria das vezes, nosso próximo está em nossa própria família.

A coragem, o poder, o amor e a moderação, são atributos que precisamos desenvolver.

A falta de perdão causa tragédias mundiais.
O ato de perdoar não é uma das tarefas mais fáceis para nós, seres humanos. Tribos, sociedades, países, famílias e amigos já travaram e ainda travam batalhas, e verdadeiras guerras, por causa das diferenças entre as pessoas, ou devido a algum ato que tenha lhe desagradado ou prejudicado, por vingança ou ainda pela sede de poder, e assim espalham pelo mundo ainda mais rancor e nem um pouco de paz.

O perdão traz bem-estar físico e mental.
O perdão não é impossível, nem mesmo nos casos mais graves.
  1. O perdão reduz a agitação que leva a problemas físicos.
  2. Perdoar reduz o estresse que vem de pensar em algo doloroso, mas que não pode ser mudado.
  3. Ele também limita a ruminação que leva ao sentimento de impotência que reduz a capacidade de alguém cuidar de si mesmo.
O restabelecimento pessoal através da prática.
A diminuição da ira e da mágoa vem de se vivenciar o perdão. O perdão é a experiência interior de se recuperar a paz e o bem-estar. Pode acontecer de alguém perdoar um dia, e a raiva voltar depois, e isso é normal. Dessa forma, o perdão é um processo que deve ser praticado. Para perdoar, você pode começar por entender e praticar estes passos:
  1. Seu ódio não atinge seu adversário, mas sua própria alma.
  2. A melhor resposta aos seus inimigos é ter uma vida cheia de sucesso e realização.
  3. A segunda melhor resposta é devolver com um ato bom, quebrando a corrente.
  4. Veja o lado positivo que veio da ofensa.
  5. Pense nas pessoas que já lhe fizeram algo de bom.
  6. Olhe para a grande figura como um todo.
  7. Seja caridoso consigo mesmo.
  8. Tente equilibrar confiança e sabedoria.
  9. Pare de contar o ocorrido às outras pessoas.
  10. Ore por seus inimigos ou quem lhe magoou.
  11. Tente se colocar no lugar dele e imagine como ele vê o que fez.
  12. Mantenha a perspectiva, pessoas podem ofender outras, mas é seu dever perdoá-las.
Restituição.
Às vezes, a pessoa foi realmente prejudicada. O perdão não elimina esse fato; apenas o torna menos importante. O perdão implica que se pode ficar em paz mesmo tendo sofrido um mal causado por outro. Não conseguimos escapar de todos os males, que geralmente fazem as pessoas continuarem estressadas porque os problemas ainda persistem.

O perdão reconhece o mal, mas permite que o prejudicado leve a vida em frente. O perdão pode conviver com a justiça e não impede que se faça as coisas justas ou adequadas. Você apenas não as faz de uma perspectiva rancorosa ou transtornada.

Afinal de contas, não somos perfeitos e todos cometemos erros. Não perdoar incute no mesmo erro de ofender. Quando amamos nosso próximo, somos pacientes e tolerantes. Separamos as pessoas de seus atos. Perdoamos para sermos perdoados.
Nossa melhor contribuição para o mundo é a prática do perdão, a mais divina das vitórias, a cura para os problemas da humanidade.

Chris Ayres
(postado em família.com)

sábado, 2 de março de 2013

Dificuldades no relacionamento


As famílias em geral têm enfrentado muitas dificuldades no relacionamento, casais que brigam o tempo todo, crises financeiras que abalam a relação entre cônjuges, às vezes desentendimentos familiares por parte de uma das famílias, desemprego, filhos que adoeceram e exigem ainda mais a disponibilidade dos pais, ciúmes... Podem ser tantos os motivos que gerem a crise no casamento que às vezes é até difícil enxergar soluções se não houver humildade e amor.

Esse assunto é bem intenso e muitos casais ou um dentre eles sempre está em busca de melhoria para o relacionamento e com razão, pois no casamento devemos sempre estar em busca de oferecer o melhor de nós. Então, o que fazer em situações difíceis?

1- Não se fingir de cego. Não adianta, se houver um problema, é melhor sentar para conversar, fingir não vai resolver o problema, o melhor é esclarecer os fatos.

2- Olho no olho. Quando conversar olhem-se nos olhos, pergunte ao seu cônjuge o que em você o deixa triste e o que o deixa feliz. Se esforce para melhorar os aspectos negativos, fale também sobre seus sentimentos, abra o coração.

3- Confesse. Confesse seus erros, admita onde errou e peça desculpas, mostre que o seu casamento é muito importante e que o ama.

4- Faça surpresas. Crie um ambiente especial, agradável e romântico; prepare um jantar especial, ainda que simples; coloque sua melhor roupa; arrume os cabelos; perfume-se como se fossem para um grande encontro, como no início do namoro. Aproveite a boa música e peça para dançar, naquele momento, abrace com carinho e fale do fundo da alma o quanto a outra pessoa é importante para você. Repasse os desafios que já superaram e as metas conquistadas.

5- Lute. Lute por quem você ama, uma planta não morre em terreno fértil, com o amor é igual, precisa ser nutrido por um dos dois; ou melhor, por ambos, mas caso o outro demonstre desânimo no casamento, se inspire a dar motivos, crie situações a fortalecer essa união, não desista, não deixe de lutar pelo outro, não se canse, todos os dias demonstre, com palavras, com afeto, com ações, mostre que vale a pena lutar e vencer juntos.

6- Bilhetinhos e cartas. Escreva, sempre que possível, bilhetes de carinho e amor. Coloque todo o seu sentimento, enfeite o bilhete ou a carta, se quiser use a criatividade e faça você mesmo um cartão. Use cola, cartolina, folhas e flores secas, pequenos botões, enfeite da forma que quiser e não esqueça de escrever um poema, a letra de uma música ou o que vier de carinhoso à mente.

7- Filme e diálogo. Assistam algum filme juntos que fale de amor e superação, existem alguns filmes religiosos que trazem esses temas, e depois conversem sobre o filme e como vocês podem usar os exemplos mostrados em sua própria vida.

8- Declarações. Nada melhor que ouvir: "Eu te amo muito". Você pode dizer isso a hora que quiser, pode ligar no meio da tarde só para dizer: "Você é importante para mim".

9- Flores e um sorriso. Toda mulher ama receber flores, não importa se é um pequeno ou grande ramalhete. Nos sentimos amadas, cuidadas, percebemos o empenho do outro de presentear e demonstrar, e a surpresa é ainda melhor, quando menos se espera receber esse carinho em forma de flores e sorrisos.

10- Orar. Em momentos de dificuldades, buscamos força superior no Pai Celestial. Quando nossas forças são pequenas e não conseguimos enxergar solução, ser humilde, ajoelhar-se e orar, buscar orientação espiritual para qualquer desafio e ser constante nessa conversa com Deus, realmente realiza milagres.

Você pode orar por seu cônjuge, por seus filhos e para receber orientação de como resolver os problemas de uma crise. O casal pode também orar juntos. Às vezes um pode mostrar certa resistência, mas como disse anteriormente, não desista, se seu parceiro não quiser orar, faça sua parte, tenha fé e confie no Senhor.

11- Não pressione. Explique sempre os motivos, as razões para que vocês possam caminhar numa mesma direção, mas não pressione. Fale com harmonia, sem gritos, sem conflitos, mostre a direção e seja paciente.

12- Bombons e biscoitos. Que tal presenteá-lo com os bombons ou biscoitos preferidos do parceiro, ou o doce que ele mais gosta? Ponha numa taça e saboreiem juntos.

13- Alegria. Mostre alegria em estar juntos, brinquem, conversem, façam cócegas um no outro, não existe idade para amar, todos nós temos uma parte de criança e isso faz bem. Esqueçam os problemas e desfrutem de momentos juntos, faça caretas, se divirtam e riam juntos, o riso sincero de amor traz felicidade e contagia.

14- Aproveite. Aproveite os momentos a dois. Se seu esposo gosta de correr, mesmo que não seja seu esporte favorito, acompanhe-o nessa atividade e corram juntos, é um ótimo momento para exercitarem-se e estar ligados. Se sua esposa gosta de costurar, sente ao lado dela, conversem, leia em voz alta aquele trecho do livro que você está lendo e debatam saudavelmente sobre ele.

15- Estudem. Estudem juntos as escrituras, coloquem-se na posição da experiência ocorrida e vejam pelo exemplo de Jesus ou os profetas qual foi a melhor escolha feita. Todos nós vivemos desafios em alguns momentos da vida, desafios mais leves outros mais pesados, não importa que idade você tenha, se há amor você pode ter 90 anos e ainda brincar com seu cônjuge. O valor de ser criança em qualquer idade é porque podemos mostrar pureza e inocência em nossas atitudes.

Mostramos sugestões simples, mas capazes de fortalecer um casamento. Pode levar dias, meses ou anos, mas o importante é nunca perder as esperanças e jamais desistir de quem se ama. Vocês casaram para tornarem-se um, portanto, um há de completar o outro.

O homem ou mulher que não busca a felicidade do outro, nunca será feliz sozinho.

Vivam com amor.

Fernanda Ferraz
(Publicado em família.com)

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Ter coragem...

 
Ter coragem é descobrir onde está a nossa fragilidade e ali trabalhar com um empenho um pouco maior. É não desconsiderar o que temos de bom, mas é também colocar atenção naquilo que ainda temos que melhorar. Estamos em processo de feitura. ...
Não estou pronto, eu não sou perfeito, mas estou por ser feito aos poucos. No processo de ser feito aos poucos, eu vou descobrindo onde é que dói este espinho; e ele muda de lugar. Quanto mais uma pessoa está aperfeiçoada no processo de ser gente, maior é a facilidade de conhecer limites.

Para você retirar um espinho, às vezes, é preciso deixar inflamar. É como se o seu corpo dissesse: “Isso não me pertence”. De qualquer jeito, nós temos de tirar aquilo que não nos pertence.
Há algumas inflamações do espírito, da personalidade, e há pessoas que são tão aborrecidas que nós não podemos nem encostar. São aquelas inflamações que se alastram.

Conversão é isso. O espinho não é o defeito, mas é a seta que nos mostra onde temos de trabalhar para ser melhor.

Pe. Fábio de Melo

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Mensagem de domingo


Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não trata com leviandade, não se ensoberbece.
Não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal;
Não folga com a injustiça, mas folga com a verdade;
Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
Porque, em parte, conhecemos, e em parte profetizamos;
Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado.
Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.
Porque agora vemos por espelho em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei como também sou conhecido.
Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três, mas o maior destes é o amor.

1 Coríntios 13:1-13