Quem sou eu

Retrouvaille significa Redescobrir. O Retrouvaille é um Programa voltado para casais que acreditam no seu relacionamento. Trata-se de uma experiência destinada a ajudar o casal a se redescobrir e a construir um casamento mais estável e mais harmonioso, em meio às pressões da atual sociedade e desafios do cotidiano. O Retrouvaille surgiu em Quebec, Canadá, em 1977 e chegou ao Brasil em 2000, na cidade de Curitiba, e em Recife, em 2001.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Permissão para ser INfeliz

O texto é longo, mas vale a pena ler na íntegra.

http://revistaepoca.globo.com/Sociedade/eliane-brum/noticia/2013/01/permissao-para-ser-infeliz.html

Muitos conflitos conjugais tomam grande dimensão pela inabilidade dos cônjuges para o diálogo e a conciliação.

Muitos conflitos conjugais tomam grande dimensão pela inabilidade dos cônjuges para o diálogo e a conciliação. Movidos por emoções como a raiva, a rejeição e o ressentimento fecham-se cada vez mais dentro de si mesmos e se afastam um do outro. Sofrimentos inenarráveis acontecem a partir disso!

O casal perde muito quando se isola um do outro, pois deixa de dividir a vida e bloqueia a comunicação. Assim não há como se entenderem e é nessa situação que se encontram muitas pessoas que mesmo amando seus cônjuges não sabem como salvar o próprio casamento.

Se esse é o seu caso, acredite: você pode mudar essa situação, tome você essa iniciativa!
Quando tomar a iniciativa de salvar seu casamento
Não espere que seu cônjuge procure entender você; busque por si analisar seus sentimentos e o porquê de muitas vezes agir de forma a complicar a situação entre vocês. Questione interiormente quantas vezes você age e depois se arrepende, o que move você, quais são seus sentimentos. Lembre-se de que ninguém poderá fazer por você o trabalho que lhe compete de autoconhecimento.

Procure analisar qual a razão de se envolver em emoções destrutivas; veja que elas não lhe ajudam em nada e ainda promovem um círculo vicioso muito perigoso em sua relação. Se você não sente satisfação no casamento, tem ressentimentos e se envolve em rejeição, é bem provável que seu cônjuge esteja sentindo a mesma coisa.
Aplique o melhor da comunicação e assertividade
Se seu casamento está em zona de risco, culpar seu cônjuge não vai ajudar em nada e ainda vai aumentar a sua irritabilidade. Procure equilibrar seus pensamentos, pois, eles são motivadores das suas ações e uma relação amorosa é sempre construída a dois. Trocando pensamentos hostis por amigáveis você estará colaborando positivamente no sentido de harmonizar o relacionamento.
Mantenha a calma
Quanto mais complicada é a situação, maior a necessidade de manter a calma. Gritos, discussões ou mesmo o desprezo só irão piorar ainda mais as coisas. Sendo assim, inicie o processo de salvar o seu casamento a partir da serenidade em suas próprias atitudes.

Mesmo quando exista a necessidade da crítica, aja com afetividade. Ninguém gosta de ser criticado, assim, busque expressar o que desagrada você de forma a não causar qualquer tipo de humilhação. Expresse seu desejo de entendimento entre vocês com carinho e peça a ajuda de seu cônjuge, afinal, ele também tem que participar disso. Com respeito de ambas as partes a compreensão será possível.
Retome o diálogo usando empatia

Busque retomar o diálogo, não aceite qualquer tipo de provocação para uma nova briga. Fale com seu cônjuge, mas acima de tudo, ouça o que ele disser com o intuito de entendê-lo. Muitas pessoas têm tanta dificuldade em expressar seus sentimentos que acabam fazendo de forma equivocada, mas diante de alguém disposto a entender, desarmam-se e tomam coragem de expor o que realmente lhes vai à alma. Compreenda; simples assim!
Mude a si mesmo

Você não tem o poder de operar transformações em seu cônjuge, mas pode e deve operá-las em si mesmo. Dessa forma, você poderá inspirá-lo a também promover a mudança necessária para que a harmonia se faça entre vocês. Considere que mais importante do que ter razão é sentir satisfação interior e, de mais a mais, ninguém tem razão em tudo, não é mesmo?

Tomando a iniciativa da reconciliação, você se surpreenderá com a reação de seu cônjuge, pois é bem possível que seja isso mesmo que ele quer, mas não sabe como fazer.

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terça-feira, 15 de janeiro de 2013

A felicidade conjugal é a recompensa de um trabalho árduo em que ambos devem estar completamente engajados


por Erika Strassburger Borba

O “felizes para sempre” pode se concretizar na vida real assim como nos contos de fadas. Não é algo que se conquista de uma hora para outra. Ele provém de inúmeras pequenas atitudes e decisões acertadas.

Não precisamos esperar até o fim para que a felicidade aconteça. Pelo contrário, devemos buscá-la diariamente. As atitudes sábias contribuem para a felicidade a dois, e uma boa dose de sensibilidade permite que a encontremos nas coisas mais simples.

Veja 15 segredos para você ser feliz e fazer o outro feliz:

1 – Não adie a felicidade. Algumas pessoas esperam que a felicidade conjugal chegue quando comprarem sua casa, ou quando tiverem seu primeiro carro, ou quando encontrarem um emprego melhor, ou quando conquistarem seu diploma universitário. Seja feliz agora, com o que você tem.

2 – Sinta gratidão e externe-a ao seu cônjuge. A gratidão está diretamente relacionada à felicidade. Reconheça, nas mínimas coisas, motivos para ser grato. Externe a gratidão que você sente. Aquela palavrinha mágica que aprendemos na infância deve ser empregada abundantemente no casamento. Diga coisas como: “Obrigado pelo bem que você me faz!”, “Obrigado por ser tão gentil!”, “Obrigado pelo delicioso jantar!”. Procure motivos para agradecer ao seu cônjuge, e você encontrará.

3 – Confie e seja confiável. Um casamento atormentado pelo ciúme não perdura. Confie no seu cônjuge. Dê-lhe motivos para confiar em você.

4 – Fuja das discussões. As discussões são as maiores ciladas em um casamento. Em vez de se alterarem numa conversa, deem um tempo até que a cabeça esfrie. Dê uma volta, tome um banho, retire-se um pouco. Quando os ânimos acalmarem, conversem civilizadamente.

5 – Demonstrem seu amor fisicamente. Tocar, acariciar, beijar, andar de mãos dadas, abraçar, são atitudes essenciais para manter viva a chama do amor. As relações sexuais sadias dentro do casamento são muito importantes, mas não devem ser o único foco. Os abusos, por sua vez, de forma alguma são aceitáveis. Eles destroem o amor romântico e acabam com a beleza natural da intimidade sexual no casamento.

6 – Seja honesto nas finanças. Não há felicidade conjugal que resita à falta de clareza quando o assunto é dinheiro.

7 – Surpreenda. Faça algo inesperado. Um bilhetinho no bolso da camisa, uma flor quando voltar para casa, um presentinho, um jantar romântico sem avisar, uma mensagem de amor no celular, um passeio, etc.

8 – Elogie. Dê elogios sinceros à pessoa que você ama. Fale do seu sorriso, do olhar, dos cabelos, do caráter, da voz, da forma como ela se comporta, da sua postura, do ótimo profissional que é, da ótima dona de casa e mãe, enfim, faça seu cônjuge saber o quanto você o admira.

9 – Dê apoio. Apoie seu cônjuge num projeto pessoal ou profissional, num momento de doença, de tristeza ou de fraqueza. Ajude-o a superar suas dificuldades. "O casamento é como uma longa viagem em um pequeno barco a remo: se um passageiro começar a balançar o barco, o outro terá que estabilizá-lo; caso contrário, os dois afundarão juntos." David Reuben.

10 – Andem na mesma direção. A felicidade conjugal só é possível se ambos tiverem a visão sobre a vida, valores e interesses semelhantes; forma parecida de se comportar e objetivos comuns, sejam temporais ou eternos.

11 – Seja a mesma pessoa que era durante o namoro. No início do namoro é comum que as pessoas queiram surpreender, ser atraentes, fazer mil coisas para agradar, mostrar o melhor de si. Depois de algum tempo convivendo juntos, dá para ter uma ideia melhor de como a pessoa é, dos seus defeitos e de como ela se porta nas mais diversas situações.

É natural que um namoro maduro evolua para um noivado e um casamento. Algumas pessoas pensam que, por já estarem casadas, podem cair no desleixo, seja na aparência ou nas atitudes. Não cortejam mais, namoram pouco, não se arrumam nem ficam cheirosas. Sentem-se no direito de agirem com grosseria ou serem mal-humoradas grande parte do tempo.

Obviamente, aquele corpinho esbelto de solteiro acabará ficando para trás com o passar do tempo. Não tem como lutar contra o metabolismo e a lei da gravidade. No entanto, muito pode ser feito para se manter atraente física, intelectual, emocional e espiritualmente. "O bom casamento é um eterno noivado." Theodor Körner.

12 – Dialogue constantemente. O diálogo é a chave da solução dos problemas.

13 – Seja altruísta. A preocupação com o bem-estar do outro é uma das mais importantes atitudes para a felicidade conjugal. Esqueça o “eu”. Deixe o egoísmo de lado e busque satisfazer as necessidades do outro acima das suas.

14 – Seja fiel em pensamento, palavras e ações. A fidelidade é um assunto muito sério. Vemos tantos casamentos desfeitos porque o homem ou a mulher olhou para o lado, viu alguém muito atraente, não conseguiu (porque não se esforçou o bastante) tirar a pessoa do pensamento e acabou fazendo besteira. “No adultério há pelo menos três pessoas que se enganam.Carlos Drummond de Andrade. A qualquer sinal de alerta, fuja da tentação.

15 – Peça perdão e perdoe. Somos seres imperfeitos e algumas vezes metemos os pés pelas mãos. Sempre que isso acontecer não adie um pedido sincero de desculpas. Sempre que seu cônjuge lhe magoar, perdoe-o prontamente. Dar e receber perdão são essenciais para uma vida plena a dois.

Em suma, o segredo para um casamento feliz é fazer o bem, ser correto no agir, no falar e no pensar. É tratar o outro como gostaríamos de ser tratados. Sempre que você tiver dúvida sobre o impacto de uma palavra ou decisão sobre o seu casamento, coloque-se no lugar do seu cônjuge. Você saberá o que fazer

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Cinco maneiras de reacender a chama de seu casamento

 

Na época do namoro ou no início do casamento, é muito comum o casal demonstrar carinho e amor um pelo outro, seja por intermédio de palavras ou ações.
Com a rotina desgastante, no entanto, muitos casais se esquecem de evidenciar expressões de amor. É aí que o casamento começa a ficar tão monótono, que muitas vezes resulta em separação.

Felizmente, existem soluções para que o casal volte a acender a chama que existia quando se casaram. Apesar de serem cinco soluções bem simples, é necessário que haja dedicação e força de vontade para que o casal não desanime, nem desista ao longo do percurso.

1. Comece com gestos simples
Você consegue se lembrar do que fazia para seu cônjuge que o deixava lisonjeado? Então volte a fazê-lo. Pode ser escrever bilhetes amorosos. Ligar durante o dia só para dizer que está com saudade. Comprar aquele docinho que ele(a) adora. Fazer um prato especial com tudo bem decorado. Pode ser simples, mas se for singelo, fará diferença.

2. Elogios ajudam mais do que críticas
Quando estamos com a chama do amor bem acesa, enxergamos somente qualidades em nosso cônjuge. Os defeitos parecem ser tão pequenos que são fáceis de ser ignorados. Com o tempo, adquirimos o péssimo hábito de inverter essa ordem. Então, passamos a fazer cobranças e enaltecemos os defeitos, esquecendo das qualidades que fizeram com que o amor surgisse. Críticas com cobranças não ajudam. Mas os elogios fazem com que a autoconfiança do cônjuge se eleve e, com isso, a relação melhore.

3. Palavras gentis não devem ficar fora de casa
Muitas vezes, pensamos que palavras cordiais como “obrigado”, “por favor” e “desculpe” devem ser dirigidas somente a outras pessoas. E achamos, erroneamente, que aquelas que amamos não precisam escutá-las. Pois saiba que as primeiras pessoas a quem devemos demonstrar educação e respeito estão dentro de nosso lar, a começar por nosso cônjuge. O respeito está estritamente ligado ao amor. E em respeito está incluso gratidão.

4. Cuidar da aparência e da auto-estima
Muitos podem dizer que a aparência não é essencial. Pode não ser o fator mais importante, mas a verdade é que, quando nos arrumamos e cuidamos bem de nosso aspecto físico, somos mais notados pelo marido ou mulher. Não precisamos ser pessoas lindas aos olhos do mundo, mas sim demonstrar que gostamos de nós mesmos. Quando estamos de bem com o espelho, adquirimos ânimo para melhorar em outros aspectos. E o cônjuge, ao ver nossa auto-estima lá em cima, também se sente animado. Isso provoca um círculo muito bom de positividade dentro do lar.

5. Arrumar tempo para sair juntos
E por fim, para reacender de vez a chama que está fraquinha ou que se apagou de vez, planeje, no mínimo uma vez por mês, um programa só de casal. Arrume outra programação em família para que os filhos estejam juntos. Mas quando for a noite especial dedicada ao casal, faça questão de manter todo o tempo programado só para os pombinhos conversarem e namorarem.

O casamento não vem pronto, ele é construído com atitudes diárias de amor, carinho e respeito. Uma dica: alugue o filme À Prova de Fogo, uma produção excelente para qualquer casal, especialmente aqueles que estão com problemas sérios na relação.

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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

 
 
''O VERDADEIRO AMOR''

Um famoso professor se encontrou com um grupo de jovens que falava contra o casamento.
Argumentavam que o que mantém um casal é o romantismo e que é preferível acabar com a relação quando este se apaga, em vez de se submeter à triste monotonia do matrimônio.
O mestre disse que respeitava sua opinião, mas lhes contou a seguinte história:
...

“Meus pais viveram 55 anos casados. Numa manhã minha mãe descia as escadas para preparar o café e sofreu um enfarto.
Meu pai correu até ela, levantou-a como pôde e quase se arrastando a levou até à caminhonete.
Dirigiu a toda velocidade até o hospital, mas quando chegou, infelizmente ela já estava morta.
Durante o velório, meu pai não falou.
Ficava o tempo todo olhando para o nada. Quase não chorou. Eu e meus irmãos tentamos, em vão, quebrar a nostalgia recordando momentos engraçados.
Na hora do sepultamento, papai, já mais calmo, passou a mão sobre o caixão e falou com sentida emoção: “- Meus filhos, foram 55 bons anos…Ninguém pode falar do amor verdadeiro se não tem idéia do que é compartilhar a vida com alguém por tanto tempo.”
Fez uma pausa, enxugou as lágrimas e continuou: “- Ela e eu estivemos juntos em muitas crises.
Mudei de emprego, renovamos toda a mobília quando vendemos a casa e mudamos de cidade.
Compartilhamos a alegria de ver nossos filhos concluírem a faculdade, choramos um ao lado do outro quando entes queridos partiam. Oramos juntos na sala de espera de alguns hospitais, nos apoiamos na hora da dor, e perdoamos nossos erros…
Filhos, agora ela se foi e estou contente. E vocês sabem por que? Porque ela se foi antes de
mim e não teve que viver a agonia e a dor de me enterrar, de ficar só depois da minha partida. Sou eu que vou passar por essa situação, e agradeço a Deus por isso. Eu a amo tanto que não gostaria que sofresse assim… “
Quando meu pai terminou de falar, meus irmãos e eu estávamos com os rostos cobertos de lágrimas. Nós o abraçamos e ele nos consolava, dizendo: “Está tudo bem, meus filhos, podemos ir para casa.”
E, por fim, o professor concluiu: Naquele dia entendi o que é o verdadeiro amor. Está muito além do romantismo, e não tem muito a ver com o erotismo, mas se vincula ao trabalho e ao cuidado a que se professam duas pessoas realmente comprometidas.

Quando o mestre terminou de falar, os jovens universitários não puderam argumentar.
Pois esse tipo de amor era algo que não conheciam.
O verdadeiro amor se revela nos pequenos gestos, no dia-a-dia e por todos os dias.
O verdadeiro amor não é egoísta, não é presunçoso, nem alimenta o desejo de posse sobre a pessoa amada.

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado com certeza chegará mais longe e terá a indescritível alegria de compartilhar, alegria esta que a solidão nega a todos que a possuem…”

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Valorize quem te ama...



Pense nisso ... !!!...

Naquela noite,enquanto minha esposa servia o jantar, eu segurei sua mão e disse: "Tenho algo importante para te dizer". Ela se sentou e jantou sem dizer uma palavra. Pude ver sofrimento em seus olhos.

De repente, eu também fiquei sem palavras. No entanto, eu tinha que dizer a ela o que estava pensando. Eu queria o divórcio. E abordei o assunto calmamente.
...

Ela não parecia irritada pelas minhas palavras e simplesmente perguntou em voz baixa: "Porquê?" Eu evitei respondê-la, o que a deixou muito brava. Ela jogou os talheres longe e gritou "você não é homem!" Naquela noite, nós não conversamos mais. Pude ouví-la chorando. Eu sabia que ela queria um motivo para o fim do nosso casamento. Mas eu não tinha uma resposta satisfatória para esta pergunta. O meu coração não pertencia a ela mais e sim a Jane. Eu simplesmente não a amava mais, sentia pena dela.
Me sentindo muito culpado, rascunhei um acordo de divórcio, deixando para ela a casa, nosso carro e 30% das ações da minha empresa.

Ela tomou o papel da minha mão e o rasgou violentamente. A mulher com quem vivi pelos últimos 10 anos se tornou uma estranha para mim. Eu fiquei com dó deste desperdício de tempo e energia mas eu não voltaria atrás do que disse, pois amava a Jane profundamente. Finalmente ela começou a chorar alto na minha frente, o que já era esperado. Eu me senti libertado enquanto ela chorava. A minha obsessão por divórcio nas últimas semanas finalmente se materializava e o fim estava mais perto agora.

No dia seguinte, eu cheguei em casa tarde e a encontrei sentada na mesa escrevendo. Eu não jantei, fui direto para a cama e dormi imediatamente, pois estava cansado depois de ter passado o dia com a Jane.

Quando acordei no meio da noite, ela ainda estava sentada à mesa, escrevendo. Eu a ignorei e volteia dormir.

Na manhã seguinte, ela me apresentou suas condições: ela não queria nada meu, mas pedia um mês de prazo para conceder o divórcio. Ela pediu que durante os próximos 30 dias a gente tentasse viver juntos de forma mais natural possível. As suas razões eram simples: o nosso filho faria seus exames no próximo mês e precisava de um ambiente propício para preparar-se bem, sem os problemas de ter que lidar com o rompimento de seus pais.

Isso me pareceu razoável, mas ela acrescentou algo mais. Ela me lembrou do momento em que eu a carreguei para dentro da nossa casa no dia em que nos casamos e me pediu que durante os próximos 30 dias eu a carregasse para fora da casa todas as manhãs. Eu então percebi que ela estava completamente louca mas aceitei sua proposta para não tornar meus próximos dias ainda mais intoleráveis.

Eu contei para a Jane sobre o pedido da minha esposa e ela riu muito e achou a idéia totalmente absurda. "Ela pensa que impondo condições assim vai mudar alguma coisa; melhor ela encarar a situação e aceitar o divórcio", disse Jane em tom de gozação.

Minha esposa e eu não tínhamos nenhum contato físico havia muito tempo, então quando eu a carreguei para fora da casa no primeiro dia, foi totalmente estranho. Nosso filho nos aplaudiu dizendo "O papai está carregando a mamãe no colo!" Suas palavras me causaram constrangimento. Do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa, eu devo ter caminhado uns 10 metros carregando minha esposa no colo. Ela fechou os olhos e disse baixinho "Não conte para o nosso filho sobre o divórcio" Eu balancei a cabeça mesmo discordando e então a coloquei no chão assim que atravessamos a porta de entrada da casa. Ela foi pegar o ônibus para o trabalho e eu dirigi para o escritório.

No segundo dia, foi mais fácil para nós dois. Ela se apoiou no meu peito,eu senti o cheiro do perfume que ela usava. Eu então percebi que há muito tempo não prestava atenção a essa mulher. Ela certamente tinha
envelhecido nestes últimos 10 anos, havia rugas no seu rosto, seu cabelo estava ficando fino e grisalho. O nosso casamento teve muito impacto nela.
Por uns segundos,cheguei a pensar no que havia feito para ela estar neste estado.

No quarto dia, quando eu a levantei, senti uma certa intimidade maior como corpo dela. Esta mulher havia dedicado 10 anos da vida dela a mim.

No quinto dia, a mesma coisa. Eu não disse nada a Jane, mas ficava a cada dia mais fácil carregá-la do nosso quarto à porta da casa. Talvez meus músculos estejam mais firmes com o exercício, pensei.

Certa manhã, ela estava tentando escolher um vestido. Ela experimentou uma série deles mas não conseguia achar um que servisse. Com um suspiro, ela disse "Todos os meus vestidos estão grandes para mim". Eu então percebi que ela realmente havia emagrecido bastante, daí a facilidade em carregá-la nos últimos dias.

A realidade caiu sobre mim com uma ponta de remorso... ela carrega tanta dor e tristeza em seu coração... Instintivamente, eu estiquei o braço e toquei seus cabelos.

Nosso filho entrou no quarto neste momento e disse "Pai, está na hora de você carregar a mamãe". Para ele, ver seu pai carregando sua mão todas as manhãs tornou-se parte da rotina da casa. Minha esposa abraçou nosso filho e o segurou em seus braços por alguns longos segundos. Eu tive que sair de perto, temendo mudar de idéia agora que estava tão perto do meu objetivo.
Em seguida, eu a carreguei em meus braços, do quarto para a sala, da sala para a porta de entrada da casa. Sua mão repousava em meu pescoço. Eu a segurei firme contra o meu corpo. Lembrei-me do dia do nosso casamento.

Mas o seu corpo tão magro me deixou triste. No último dia, quando eu a segurei em meus braços, por algum motivo não conseguia mover minhas pernas.Nosso filho já tinha ido para a escola e eu me vi pronunciando estas palavras:"Eu não percebi o quanto perdemos a nossa intimidade com o tempo".

Eu não consegui dirigir para o trabalho... fui até o meu novo futuro endereço,saí do carro apressadamente, com medo de mudar de idéia... Subi as escadas e bati na porta do quarto. A Jane abriu a porta e eu disse a ela "Desculpe Jane. Eu não quero mais me divorciar".

Ela olhou para mim sem acreditar e tocou na minha testa "Você está com febre?" Eu tirei sua mão da minha testa e repeti "Desculpe,Jane. Eu não vou me divorciar. Meu casamento ficou chato porque nós não soubemos valorizar os pequenos detalhes da nossa vida e não por falta de amor. Agora eu percebi que desde o dia em que carreguei minha esposa no dia do nosso casamento para nossa casa, eu devo segurá-la até que a morte nos separe.

A Jane então percebeu que era sério. Me deu um tapa no rosto, bateu a porta na minha cara e pude ouví-la chorando compulsivamente. Eu voltei para o carro e fui trabalhar.

Na loja de flores, no caminho de volta para casa, eu comprei um buquê de rosas para minha esposa. A atendente me perguntou o que eu gostaria de escrever no cartão. Eu sorri e escrevi: "Eu te carregarei em meus braços todas as manhãs até que a morte nos separe".

Naquela noite, quando cheguei em casa, com um buquê de flores na mão e um grande sorriso no rosto, fui direto para o nosso quarto onde encontrei minha esposa deitada na cama, morta.
Minha esposa estava com câncer e vinha se tratando a vários meses, mas eu estava muito ocupado com a Jane para perceber que havia algo errado com ela. Ela sabia que morreria em breve e quis poupar nosso filho dos efeitos de um divórcio - e prolongou a nossa vida juntos proporcionando ao nosso filho a imagem de nós dois juntos toda manhã. Pelo menos aos olhos do meu filho, eu sou um marido carinhoso.

Os pequenos detalhes de nossa vida são o que realmente contam num relacionamento. Não é a mansão, o carro, as propriedades, o dinheiro no banco. Estes bens criam um ambiente propício a felicidade mas não proporcionam mais do que conforto. Portanto, encontre tempo para ser amigo de sua esposa, faça pequenas coisas um para o outro para mantê-los próximos e íntimos. Tenham um casamento real e feliz!

Se você não dividir isso com alguém, nada vai te acontecer.

Mas se escolher compartilhar para alguém, talvez salve um casamento. Muitos fracassados na vida são pessoas que não perceberam que estavam tão perto do sucesso e preferiram desistir...

Rubens Lima

 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012












Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.