Quem sou eu

Retrouvaille significa Redescobrir. O Retrouvaille é um Programa voltado para casais que acreditam no seu relacionamento. Trata-se de uma experiência destinada a ajudar o casal a se redescobrir e a construir um casamento mais estável e mais harmonioso, em meio às pressões da atual sociedade e desafios do cotidiano. O Retrouvaille surgiu em Quebec, Canadá, em 1977 e chegou ao Brasil em 2000, na cidade de Curitiba, e em Recife, em 2001.

domingo, 24 de abril de 2011



PÁSCOA

... é tempo de buscar, de agradecer, de plantar a paz.
Tempo de abrir os braços, de abrir as mãos e de ser mais irmãos.
Tempo de recomeçar!
Tempo de concessão, de compromisso, de salvação. Tempo de perdão.
Tempo de libertação, de passagem, de passar amor e compreensão.
Para onde ir?
Para a luz, para o amor, para a vida, para a fraternidade e a compaixão.
É tempo de RESSURREIÇÃO!

FELIZ PÁSCOA

São os votos da Comunidade Recife Retrouvaille


Museu da família





Bem vindo ao museu da família! Neste museu você irá ver e saber acerca deste grupo que está à beira da extinção.Por volta do ano 2.270 foram vistas as últimas famílias compostas por pai, mãe e filhos.Um pouco antes desse período, quase não se via uma mãe ou um pai em casa cuidando dos filhos, do lar e da família. Eles foram trabalhar fora.Já no século XX, era costume o pai ser recebido pelos filhos em casa, após um dia de trabalho. Ele era o provedor do lar. Naquela época as crianças tinham um pai que morava com elas. Este pai convivia com os filhos diariamente e passeava com eles nos fins de semana. Nas apresentações da escola os filhos procuravam o olhar de seus maiores fãs: seus pais. E o aplauso deles era a garantia da felicidade!Os pais podiam corrigir o erro e disciplinar os filhos. Quando os filhos precisavam de colo tinham um de seus pais por perto para carregá-los a hora que quisessem.No dia das mães a família toda se reunia na casa da avó e a cama se enchia de presentes dos filhos, dos netos…Era difícil esperar até o dia dos pais para entregar ao papai o presente feito pelos próprios filhos: A camisa com sua mãozinha, o quadro pintado, o cartão com moldura de gravata...No tempo da vida em família, a melhor comida era a da mamãe.Era o papai quem ganhava no jogo de dama ou de bola.Quantas brincadeiras correndo soltas com os irmãos e primos! Esconde-esconde, casinha, queimada… Os brinquedos espalhados pela casa... Os risos, os choros... Fartura de vida. Casa cheia não só de gente, mas de amor e contentamento.Nas famílias havia coisas que não cabem neste museu: abraços, beijos, lágrimas, risos, personalidades, cachorros, papagaios…Ah! Os jardins! Eles não poderiam faltar neste museu! As casas tinham jardins. Deles as avós retiravam plantas para enfeitar ou para fazer chazinhos caseiros para os filhos e netos.Férias também se passavam em família. Na roça, na praia ou na casa dos parentes: estavam todos num feliz ajuntamento. Para eles estar em família era o que fazia a vida valer a pena!Como se iniciou o processo de extinção das famílias? ... Bem, é uma longa história… Mas, lembre-se que, se você os deixar ir, talvez nunca mais os tenha de volta. Às vezes, nos ocupamos tanto com nossas próprias vidas, que não notamos que os deixamos ir… Outras vezes nos preocupamos tanto com quem está certo ou errado, que nos esquecemos do que é certo e do que é errado. Foi assim que as famílias começaram a desaparecer… Mas hoje temos este museu para visitá-las.Certa vez alguém falou sobre um ciclo de morte que estava se instalando nas famílias. E leu na Bíblia como seria a cura nos Salmos 128.1-6. "Feliz aquele que teme a Deus, o Senhor, e vive de acordo com a sua vontade!” Mas parece que não deram atenção suficiente... E as famílias foram se extinguindo...Nossa visita ao museu termina aqui, com o livro que foi publicado a cerca de dois séculos atrás, no ano de 2008 e falou sobre estes acontecimentos: "Ciclos de vida ou de morte, em qual deles sua família está?"

Atualizações...

Amigos,

o último Final de Semana do Retrouvaille ocorreu nos dias 25, 26 e 27 de março, com a participação de 16 casais, incluindo casais de Fortaleza, Natal e São Paulo ! Uma felicidade para o nosso Encontro. Esperamos que a continuidade seja abençoada por DEUS...
Para os que ainda não tiveram a oportunidade de participar desta "renovação" em seus casamentos, acompanhem pelo blog a divulgação da data do próximo Final de Semana ou entrem em contato para informações através de um dos telefones divulgados.

Um abraço.

Retrouvaille Recife

domingo, 16 de janeiro de 2011

Harmonia Conjugal
Casamento, uma escola de amor

O casamento, e a família de modo especial, é uma escola de amor, porque a convivência diária obriga a acolher os outros com respeito, diálogo, compreensão, tolerância e paciência. Esse exercício forte de vivência das virtudes faz cada um crescer como pessoa humana. Na família, Deus nos ensina a amar e nos dá a oportunidade de sermos amados.
A harmonia conjugal é atingida quando o casal, na vivência do amor, ‘supera-se a si mesmo’ e harmoniza as suas qualidades numa união sólida e profunda. Quando isso ocorre cada um passa a ser enriquecido pelas qualidades do outro. Há, então, como que uma transfusão de dons entre ambos. Mas, para isso, é preciso que o casal chegue à unidade, superando as falsidades, infantilidades, mentiras e infidelidades. Para chegar a esse ponto é necessário olhar para o outro com muita seriedade, respeito e atenção.
Ninguém é obrigado a se casar e a constituir uma família, mas se tomamos esta decisão, então devemos ‘casar pra valer’, com toda responsabilidade. Aquela pessoa com quem decidimos nos casar é a ‘escolhida’ entre todos os homens ou mulheres que conhecemos; e, portanto, como o(a) eleito(a), devemos ter-lhe em alta estima, como a pessoa ‘especial’ na nossa vida, merecedora, portanto, de toda atenção e respeito.
É lamentável que entre muitos casais, com o passar do tempo, e com a rotina do dia-a-dia, a atenção com o outro, e, pior ainda, o respeito, vão acabando. Não tem lógica, por exemplo, que um ofenda o outro com palavras pesadas, o que provoca ressentimentos; não tem cabimento que o marido fique falando mal da esposa para os outros, criticando-a para terceiros. Isso também é infidelidade. Pois esta não acontece somente no campo sexual.
Por outro lado, é preciso cuidar para que a atenção e o carinho para com o outro não diminuam. É importante manter acesa a chama do desejo de agradar o outro. São nos detalhes que muitas vezes isso se manifesta: Qual é a roupa que ela gosta que eu vista? Qual é o corte de cabelo que ele gosta? Qual é a moda que ele gosta? Qual é a comida de que ele gosta? Quais são os móveis que ela gosta? Qual é o carro que ela prefere? Qual é o lazer que ele gosta? Enfim, a preocupação em alegrar o outro – sem cair no exagero, é claro – é o que mantém a comunhão de vidas.
Isso não quer dizer que o amor conjugal deva ser um ‘egoísmo a dois’. Como dizia Exupéry: “Amar não é olhar um para o outro, mas é olhar ambos na mesma direção”. Isto é, o casal não pode parar em si mesmo, ele tem grandes tarefas pela frente: os filhos, a ajuda aos outros, a vida na Igreja, entre outros. Importa olhar na mesma direção e caminhar juntos.
Para que a harmonia aconteça é preciso conhecer o outro. Cada um de nós é um mistério insondável, único e irrepetível. Somos indivíduos. Não haverá dois iguais a você na face da terra e na história dos homens, mesmo que se chegue ao absurdo da clonagem do ser humano. Cada um de nós é insubstituível, e isso mostra o quanto somos importantes para Deus.
Quando nos casamos, recebemos o outro das mãos de Deus e da família, como um presente ímpar, singular, sem igual, e que deve, portanto, ser cuidado com o máximo cuidado, para sempre.
É fundamental para a vida do casal que cada um conheça a história do outro: a sua vida, o seu passado, a realidade familiar de onde veio, entre outros, para poder compreendê-lo, ajudá-lo, amá-lo e perdoá-lo. Ninguém ama a quem não conhece. Quando o casal não se conhece bem, acaba cometendo dois erros: antes do casamento parece que o outro não tem defeitos; e depois do casamento parece que tem todos.
Ao conhecermos a profundidade desse ‘mistério’ que é o outro, teremos, então, condições reais de aceitá-lo como ele é, e, a partir daí, ajudá-lo a se superar.
Do livro “FAMÍLIA, SANTUÁRIO DA VIDA”
Prof. Felipe Aquino

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

FELIZ NATAL !


É Natal,
É a festa da cristandade,
Do amor, do estender a mão
E repartir um pedaço do bolo
Do aniversariante.
Este bolo ao ser cortado,
Transforma-se em chafariz
E jorra amor, fraternidade, caridade
Jorra a misericórdia,
Tal qual jorrou dos lábios de Jesus
Pedindo ao pai misericórdia
Por seus inimigos.
Por isso é tempo de reflexão
É tempo de dar o presente do bem,
O presente da solidariedade.
Uma palavra de carinho é um bom presente.
Lembrar do amigo, do inimigo, do moço, do velho...
Pedir PAZ, para o irmão,
É jorrar o amor de CRISTO
Em seu coração.
FELIZ NATAL!

(Mensagem do Pe. Marcelo Rossi em 23/12)

domingo, 24 de outubro de 2010

AFINIDADE


A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro retoma a relação,o diálogo, a conversa,o afeto no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo. Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial. Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos verbais para se manifestar.
Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas.
O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a respeito dos mesmos fatos que impressionam, comovem ou mobilizam.
É ficar conversando sem trocar palavras. É receber o que vem do outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com, nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo.
Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado. Quantos amam e sentem para o ser amado, não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicaro que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar.Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar.Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais esperanças.É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram. Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar. E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.


Arthur da Távola

EU TE AMO não diz tudo.

O cara diz que te ama então tá! Ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de quilômetros. A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso. Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos, é vê-la tentar reconciliar você como seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo tempestade em copo d'água. Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outroe que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão...Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora, sente-se e escute: Eu te amo! Não diz tudo!"Me ame quando eu menos merecer,que é quando eu mais preciso."

(Arnaldo Jabor)