Existem dois tipos de pessoas no mundo: aquelas que escolhem serem felizes e aquelas que optam por serem infelizes. Contrariamente à crença popular, a felicidade não vem de fama, fortuna, de outras pessoas, ou bens materiais. Pelo contrário, ela vem de dentro. A pessoa mais rica do mundo pode ser miseravelmente infeliz enquanto uma pessoa sem-teto pode estar sorrindo e contente com a sua vida. As pessoas felizes são felizes porque se fazem felizes. Elas mantêm uma visão positiva da vida e permanecem em paz com elas mesmos.
A questão é: como elas fazem isso?
É muito simples. As pessoas felizes têm bons hábitos que melhoram suas vidas. Elas fazem as coisas de forma diferente. Pergunte a qualquer pessoa feliz, e ela vai te dizer que:
1. Não guarde rancor
As pessoas felizes entendem que é melhor perdoar e esquecer que deixar seus sentimentos negativos dominarem seus sentimentos positivos. Guardar rancor tem um monte de efeitos prejudiciais sobre o seu bem-estar, incluindo aumento da depressão, ansiedade e estresse. Por que deixar alguém que o ofendeu ter poder sobre você? Se você esquecer os seus rancores, você vai ganhar uma consciência clara e energia suficiente para apreciar as coisas boas da vida.
2. Trate a todos com bondade
Você sabia que foi cientificamente provado que ser gentil faz você feliz? Toda vez que você realizar um ato altruísta, seu cérebro produz serotonina, um hormônio que facilita a tensão e eleva o seu espírito. Não só isso, mas tratar as pessoas com amor, dignidade e respeito, também permite que você construa relacionamentos mais fortes.
3. Veja os problemas como desafios
A palavra “problema” não faz parte do vocabulário de uma pessoa feliz. Um problema é visto como uma desvantagem, uma luta, ou uma situação instável quando um desafio é visto como algo positivo, como uma oportunidade, uma tarefa. Sempre que você enfrentar um obstáculo, tente olhar para isso como um desafio.
4. Expresse gratidão pelo que já têm
Há um ditado popular que diz algo assim: “As pessoas mais felizes não têm o melhor de tudo, elas fazem o melhor de tudo com o que elas têm.” Você terá um sentido mais profundo de contentamento se você contar suas bênçãos em vez de ansiar para o que você não tem.
5. Sonhe grande
As pessoas que têm o hábito de sonhar grande são mais propensas a realizar seus objetivos do que aquelas que não o fazem. Se você se atreve a sonhar grande, sua mente vai colocar você em uma atitude focada e positiva.
6. Não se preocupe com as pequenas coisas
As pessoas felizes se perguntam: “Será que este problema importa daqui a um ano?” Elas entendem que a vida é muito curta para ficar preocupado com situações triviais. Deixar os problemas rolarem à sua volta vai definitivamente colocar você à vontade para desfrutar das coisas mais importantes na vida.
7. Fale bem dos outros
Ser bom é melhor do que ser mau. Fofocar pode ser divertido, mas, geralmente, deixa você se sentindo culpado e ressentido. Dizer coisas agradáveis sobre as outras pessoas o encoraja a pensar positivo, sem se preocupar em julgar as ações de outras pessoas.
8. Não procure culpados
As pessoas felizes não culpam os outros por seus próprios fracassos na vida. Em vez disso, elas assumem seus erros e, ao fazer isso, elas proativamente tentam mudar para melhor.
9. Viva o presente
As pessoas felizes não vivem no passado ou se preocupam com o futuro. Elas saboreiam o presente. Elas se deixam envolver em tudo o que está fazendo no momento. Param e cheiram as rosas.
10. Acorde no mesmo horário todos os dias
Você já reparou que um monte de pessoas bem-sucedidas tendem a ser madrugadores? Acordar no mesmo horário todas as manhãs estabiliza o seu metabolismo, aumenta a produtividade, e coloca-o em um estado calmo e centrado.
11. Não se compare aos outros
Todos trabalham em seu próprio ritmo, então por que se comparar com os outros? Se você acha que é melhor do que outra pessoa, você ganha um sentido saudável de superioridade. Se você acha que alguém é melhor do que você, você acaba se sentindo mal sobre si mesmo. Você vai ser mais feliz se você se concentrar em seu próprio progresso.
12. Escolha seus amigos sabiamente
A miséria adora companhia. É por isso que é importante cercar-se de pessoas otimistas que vai incentivá-lo a atingir seus objetivos. Quanto mais energia positiva que você tem em torno de você, melhor você vai se sentir sobre si mesmo.
13. Não busque a aprovação dos outros
As pessoas felizes não importam com o que os outros pensam delas. Elas seguem seus próprios corações, sem deixar pessimistas desencorajá-los. Elas entendem que é impossível agradar a todos. Escute o que as pessoas têm a dizer, mas nunca buscam a aprovação de ninguém, mas a sua própria.
14. Aproveite seu tempo para ouvir
Fale menos, ouça mais. Escutar mantém a mente aberta à sabedoria dos outros e perspectivas sobre o mundo. Quanto mais intensamente você ouve, mais silencioso sua mente fica, e mais conteúdo você absorve.
15. Cultive relacionamentos sociais
Uma pessoa só é uma pessoa infeliz. As pessoas felizes entendem o quão importante é ter relações fortes e saudáveis. Sempre tenha tempo para encontrar e falar com sua família e amigos.
16. Medite
Ficar no silêncio ajuda você a encontrar a sua paz interior. Você não tem que ser um mestre zen para alcançar a meditação. As pessoas felizes sabem como silenciar suas mentes em qualquer lugar e a qualquer hora que elas precisam acalmar seus nervos.
17. Coma bem
Tudo que você come afeta diretamente a capacidade do seu corpo produzir hormônios, o que vai ditar o seu humor, energia e foco mental. Certifique-se de comer alimentos que irão manter sua mente e corpo em boa forma.
18. Faça exercícios
Estudos têm demonstrado que o exercício aumenta os níveis de felicidade. Exercício também aumenta a sua autoestima e dá uma maior sensação de autorrealização.
19. Viva com o que é realmente importante
As pessoas felizes mantêm poucas coisas ao seu redor, porque elas sabem que coisas extras em excesso os deixam sobrecarregados e estressados. Alguns estudos concluíram que os europeus são muito mais felizes do que os americanos, o que é interessante porque eles vivem em casas menores, dirigem carros mais simples, e possuem menos itens.
20. Diga a verdade
Mentir corrói a sua autoestima e faz você antipático. A verdade o libertará. Ser honesto melhora sua saúde mental e faz com que os outros tenham mais confiança em você. Seja sempre verdadeiro, e nunca peça desculpas por isso.
21. Estabeleça o controle pessoal
As pessoas felizes têm a capacidade de escolher seus próprios destinos. Elas não deixam os outros dizerem como devem viver suas vidas. Estar no controle completo de sua própria vida traz sentimentos positivos e um grande senso de autoestima.
22. Aceite o que não pode ser alterado
Depois de aceitar o fato de que a vida não é justa, você vai estar mais em paz com você mesmo. Em vez de ficar obcecado sobre como a vida é injusta, se concentre apenas no que você pode controlar e mudar para melhor.
Texto escrito por Chiara Fucarino.
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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
22 coisas que pessoas felizes fazem diferente
quarta-feira, 8 de janeiro de 2014
15 coisas que você precisa abandonar para ser feliz
15 coisas que você precisa abandonar para ser feliz
by Claire Dumas
Essa lista é uma tradução, o texto original e em inglês é do World Observer Online.

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo
Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim?
2. Desista da sua necessidade de controle
Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.
“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu
3. Pare de culpar os outros
Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.
4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas
Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.
“A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.” Eckhart Tolle
5. Deixe de lado as crenças limitadoras sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!
“Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.” Elly Roselle
6. Pare de reclamar
Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.
7. Esqueça o luxo de criticar
Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.
8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros
Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.
9. Abra mão da sua resistência à mudança
Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.
“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes” Joseph Campbell
10. Esqueça os rótulos
Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.
“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer
11. Abandone os seus medos
Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.
“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt
12. Desista de suas desculpas
Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.
13. Deixe o passado no passado
Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.
14. Desapegue do apego
Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.
15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas
Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.

1. Desista da sua necessidade de estar sempre certo
Há tantos de nós que não podem suportar a ideia de estarem errados – querem ter sempre razão – mesmo correndo o risco de acabar com grandes relacionamentos ou causar estresse e dor, para nós e para os outros. E não vale a pena, mesmo. Sempre que você sentir essa necessidade “urgente” de começar uma briga sobre quem está certo e quem está errado, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro estar certo ou ser gentil?” (Wayne Dyer) Que diferença fará? Seu ego é mesmo tão grande assim?
2. Desista da sua necessidade de controle
Estar disposto a abandonar a sua necessidade de estar sempre no controle de tudo o que acontece a você e ao seu redor – situações, eventos, pessoas, etc. Sendo eles entes queridos, colegas de trabalho ou apenas estranhos que você conheceu na rua – deixe que eles sejam. Deixe que tudo e todos sejam exatamente o que são e você verá como isso irá o fazer se sentir melhor.
“Ao abrir mão, tudo é feito. O mundo é ganho por quem se desapega, mas é necessário você tentar e tentar. O mundo está além da vitória.” Lao Tzu
3. Pare de culpar os outros
Desista desse desejo de culpar as outras pessoas pelo que você tem ou não, pelo que você sente ou deixa de sentir. Pare de abrir mão do seu poder e comece a se responsabilizar pela sua vida.
4. Abandone as conversinhas auto-destrutivas
Quantas pessoas estão se machucando por causa da sua mentalidade negativa, poluída e repetidamente derrotista? Não acredite em tudo o que a sua mente está te dizendo – especialmente, se é algo pessimista. Você é melhor do que isso.
“A mente é um instrumento soberbo, se usado corretamente. Usado de forma errada, contudo, torna-se muito destrutiva.” Eckhart Tolle
5. Deixe de lado as crenças limitadoras sobre quem você pode ou não ser, sobre o que é possível e o que é impossível. De agora em diante, não está mais permitido deixar que as suas crenças restritivas te deixem empacado no lugar errado. Abra as asas e voe!
“Uma crença não é uma ideia realizada pela mente, é uma ideia que segura a mente.” Elly Roselle
6. Pare de reclamar
Desista da sua necessidade constante de reclamar daquelas várias, várias, váaaarias coisas – pessoas, momentos, situações que te deixam infeliz ou depressivo. Ninguém pode te deixar infeliz, nenhuma situação pode te deixar triste ou na pior, a não ser que você permita. Não é a situação que libera esses sentimentos em você, mas como você escolhe encará-la. Nunca subestime o poder do pensamento positivo.
7. Esqueça o luxo de criticar
Desista do hábito de criticar coisas, eventos ou pessoas que são diferentes de você. Nós somos todos diferentes e, ainda assim, somos todos iguais. Todos nós queremos ser felizes, queremos amar e ser amados e ser sempre entendidos. Nós todos queremos algo e algo é desejado por todos nós.
8. Desista da sua necessidade de impressionar os outros
Pare de tentar tanto ser algo que você não é só para que os outros gostem de você. Não funciona dessa maneira. No momento em que você pára de tentar com tanto afinco ser algo que você não é, no instante em que você tira todas as máscaras e aceita quem realmente é, vai descobrir que as pessoas serão atraídas por você – sem esforço algum.
9. Abra mão da sua resistência à mudança
Mudar é bom. Mudar é o que vai te ajudar a ir de A a B. Mudar vai melhorar a sua vida e também as vidas de quem vive ao seu redor. Siga a sua felicidade, abrace a mudança – não resista a ela.
“Siga a sua felicidade e o mundo abrirá portas para você onde antes só havia paredes” Joseph Campbell
10. Esqueça os rótulos
Pare de rotular aquelas pessoas, coisas e situações que você não entende como se fossem esquisitas ou diferentes e tente abrir a sua mente, pouco a pouco. Mentes só funcionam quando abertas.
“A mais extrema forma da ignorância é quando você rejeita algo sobre o que você não sabe nada” Wayne Dyer
11. Abandone os seus medos
Medo é só uma ilusão, não existe – você que inventou. Está tudo em sua cabeça. Corrija o seu interior e, no exterior, as coisas vão se encaixar.
“A única coisa de que você deve ter medo é do próprio medo” Franklin D. Roosevelt
12. Desista de suas desculpas
Mande que arrumem as malas e diga que estão demitidas. Você não precisa mais delas. Muitas vezes nos limitamos por causa das muitas desculpas que usamos. Ao invés de crescer e trabalhar para melhorar a nós mesmos e nossas vidas, ficamos presos, mentindo para nós mesmos, usando todo tipo de desculpas – desculpas que, 99,9% das vezes, não são nem reais.
13. Deixe o passado no passado
Eu sei, eu sei. É difícil. Especialmente quando o passado parece bem melhor do que o presente e o futuro parece tão assustador, mas você tem que levar em consideração o fato de que o presente é tudo que você tem e tudo o que você vai ter. O passado que você está desejando – o passado com o qual você agora sonha – foi ignorado por você quando era presente. Pare de se iludir. Esteja presente em tudo que você faz e aproveite a vida. Afinal, a vida é uma viagem e não um destino. Enxergue o futuro com clareza, prepare-se, mas sempre esteja presente no agora.
14. Desapegue do apego
Este é um conceito que, para a maioria de nós é bem difícil de entender. E eu tenho que confessar que para mim também era – ainda é -, mas não é algo impossível. Você melhora a cada dia com tempo e prática. No momento em que você se desapegar de todas as coisas, (e isso não significa desistir do seu amor por elas – afinal, o amor e o apego não têm nada a ver um com o outro; o apego vem de um lugar de medo, enquanto o amor… bem, o verdadeiro amor é puro, gentil e altruísta, onde há amor não pode haver medo e, por causa disso, o apego e o amor não podem coexistir), você irá se acalmar e se virá a se tornar tolerante, amável e sereno… Você vai alcançar um estado que te permita compreender todas as coisas, sem sequer tentar. Um estado além das palavras.
15. Pare de viver a sua vida segundo as expectativas das outras pessoas
Pessoas demais estão vivendo uma vida que não é delas. Elas vivem suas vidas de acordo com o que outras pessoas pensam que é o melhor para elas, elas vivem as próprias vidas de acordo com o que os pais pensam que é o melhor para elas, ou o que seus amigos, inimigos, professores, o governo e até a mídia pensa que é o melhor para elas. Elas ignoram suas vozes interiores, suas intuições. Estão tão ocupadas agradando todo mundo, vivendo as suas expectativas, que perdem o controle das próprias vidas. Isso faz com que esqueçam o que as faz feliz, o que elas querem e o que precisam – e, um dia, esquecem também delas mesmas. Você tem a sua vida – essa vida agora – você deve vivê-la, dominá-la e, especialmente, não deixar que as opiniões dos outros te distraiam do seu caminho.
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
É fácil amar...
É fácil amar o outro nas férias de verão, no churrasco de domingo, nas festas agendadas no calendário do de vez em quando.
Difícil é amar quando o outro desaba. Quando não acredita em mais nada. E entende tudo errado. E paralisa. E se vitimiza. E perde o charme. O prazo. A identidade. A coerência. O rebolado.
Difícil amar quando o outro fica cada vez mais diferente do que habitualmente ele se mostra ou mais parecido com alguém que não aceitamos que ele esteja.
Difícil é permanecer ao seu lado quando parece que todos já foram embora. Quando as cortinas se abrem e ele não vê mais ninguém na plateia. Quando o seu pedido de ajuda, verbalizado ou não, exige que a gente saia do nosso egoísmo, do nosso sossego, da nossa rigidez, do nosso faz-de-conta, para caminhar humanamente ao seu encontro.
Difícil é amar quem não está se amando.
Mas esse talvez seja, sim, o tempo em que o outro mais precisa se sentir amado. Eu não acredito na existência de botões, alavancas, recursos afins, que façam as dores mais abissais desaparecerem, nos tempos mais devastadores, por pura mágica. Mas eu acredito na fé, na vontade essencial de transformação, no gesto aliado à vontade, e, especialmente, no amor que recebemos, nas temporadas difíceis, de quem não desiste da gente.”
- Ana Jácomo
quarta-feira, 10 de julho de 2013
quarta-feira, 12 de junho de 2013
EU TE AMO !
Martha Medeiros, para Dia dos Namorados...
O amor mais que romântico
Quando era criança, assistia a filmes e novelas românticas e pensava: será que um dia escutarei “eu te amo” de alguém? É bem verdade que ouvia todo dia da minha mãe, mas não era do mesmo jeito que o Francisco Cuoco dizia para a Regina Duarte. Eu sonhava com o “te amo” apaixonado, dito por um homem lindo, e com a voz um pouco trêmula, para deixar sua emoção bem evidente. Será que era invenção do cinema e da tevê, ou essas coisas poderiam acontecer mesmo?
Passou o tempo. Cresci, ouvi e retribuí. Clichê? Que seja, mas não há quem não se emocione ao escutar e ao dizer, ao menos nas primeiras vezes, em pleno encantamento da relação, quando a declaração ainda é fresca, pungente, verdadeira, a confirmação de algo estupendo que se está experimentando, um sentimento por fim alcançado e que se almeja eterno. Depois ele entra no circuito automático, vira aquele “te amo” dito nos finais dos telefonemas, como se fosse um “câmbio, desligo”.
O tempo seguiu passando, e me encontro aqui, agora, descobrindo que há outro tipo de “te amo” a ser escutado e falado, diferente dos que acontecem entre pais e filhos e entre amantes. É quando o “te amo” não é dito a fim de firmar um compromisso, para manter alguém a par das nossas intenções ou experimentar uma cena de novela.
Ele vem desvinculado de qualquer mensagem nas entrelinhas, não possui nenhum caráter de amarração e tampouco expectativa de ouvir de volta um “eu também”. É singular. Estou falando do amor declarado não só quando amamos com romantismo, mas também de outra forma.
Explico: tenho dito “te amo” para amigas e amigos e escutado deles também. Uma declaração bissexual e polígama, que resgata esse sentimento das garras da adequação. Volta a ser o amor primitivo, verdadeiro, sem nenhuma simbologia, puro afeto real. Amor por pessoas que não conheci ontem num bar, e sim por quem já tenho uma história de vida compartilhada.
Amor manifestado espontaneamente àqueles que não me exigem explicações, que apoiam minhas maluquices, que fazem piada dos meus defeitos, que já tiveram acesso ao meu raio X emocional e sabem exatamente o que levo dentro – e eu, da mesma forma, tudo igual em relação a eles. Mais do que nos amamos – nos sabemos.
É um “te amo” que cabe ser dito inclusive aos ex-amores, ao menos aos que nos marcaram profundamente, aos que nos auxiliaram na composição do que nos tornamos, e que mesmo nos tendo feito sofrer, foram fundamentais na caminhada rumo ao que somos hoje. E indo perigosamente mais longe: esse ex-amor pode ainda ser seu marido ou sua mulher, mesmo já não fazendo seu coração saltar da boca. Pelo trajeto percorrido, e por ter alcançado o posto de um amigo mais que especial, merece uma declaração igualmente comovida.
É quando o “eu te amo” deixa de ser sedução para virar celebração.
segunda-feira, 20 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
A beleza e o valor do matrimônio
A beleza e o valor do matrimônio
Ao receber um convite de casamento, a grande
curiosidade dos familiares e amigos é ver a noiva entrando na Igreja ao som de
uma bela melodia. Os olhos estão todos voltados para ela, mas não podemos deixar
de perceber a expectativa e a alegria na expressão do noivo, que aguarda ansioso
no altar. Mas de nada vale uma belíssima cerimônia religiosa, ornamentada por
uma sofisticada decoração com flores e arranjos, se o sentimento não for
verdadeiro e os noivos não compreenderem a importância do sacramento do
matrimônio.
Esta união, chamada matrimônio, precisa ser,
primeiro de tudo, um território santo. Por isso, o casal precisa reservar um
tempo dos preparativos para o casamento para refletir sobre a união que estão
prestes a firmar diante de Deus, porque a aliança conjugal é um modo de
santificar o amor humano entre o homem e a mulher.
Segundo o sacerdote da Comunidade Canção Nova
padre Reinaldo Cazumbá, o casamento está fundamentado no amor de Cristo pela
Igreja. Assim como Deus ama Sua Igreja, o homem e a mulher são convidados a
viver esta união fortificada nos ensinamentos que o Senhor nos deixou. Por isso,
é preciso que os dois se preparem, ao longo do namoro, para viver esta nova
experiência. Assim, a Igreja propõe que, antes de casar, seja realizado o
cursinho de noivos, a fim de orientar os noivos nessa nova jornada de suas
vidas.
“É tão importante a união do casal, que Deus a
elevou à categoria de ‘sacramento’. Jesus falou: “O que Deus uniu o homem não
separa”. A Igreja oferece aos noivos uma preparação, mas, infelizmente, por
causa dessa correria do tempo, o cursinho de noivos acaba sendo em um único fim
de semana. É pouco tempo, mas um momento básico para a compreensão do
matrimônio. Esse cursinho vai falar sobre o significado do casamento, explicar
por que se casar, falar sobre a realidade da Igreja e como ela vê esse
sacramento”, explicou padre Reinaldo.
Para o casal da cidade de Aparecida (SP), Marcele
Marques e Elton Pacheco (ambos 26 anos), que namoraram cinco anos e são noivos
há dois anos e três meses, esse tempo foi necessário para preparar e estruturar
a vida a dois, a fim de que, juntos, tomassem esta decisão tão importante:
casarem-se. Para padre Reinaldo é importante ressaltar que este sacramento foi
instituído por Deus para o homem e a mulher, ou seja, eles se unirão em uma só
carne para juntos viverem uma nova vida.
“Nós conversamos bastante, sabemos que é uma
decisão para vida toda e que não será um mar de rosas sempre; afinal, são duas
pessoas diferentes unindo-se para construir uma nova família. É claro que
podemos ter ideias diferentes, e isso aconteceu até mesmo durante o namoro, mas
sempre conseguimos pensar juntos e tomarmos a melhor decisão para todos”,
testemunhou Marcele.
Quando o casal expressa o desejo de se casar é
necessário que eles tenham certeza que foram escolhidos por Deus para viverem
essa vocação. Portanto, o namoro e o noivado são a oportunidade de o casal
conhecer o outro e enxergá-lo como seu companheiro. Os documentos da Igreja
podem auxiliar e contribuir com a formação espiritual e o crescimento do
relacionamento do casal para, juntos, formarem uma nova família.
“O matrimônio e a família constituem um dos bens
mais preciosos da humanidade. A Igreja quer fazer chegar a sua voz e oferecer a
sua ajuda a quem, conhecendo já o valor do casamento e da família, procura
vivê-lo fielmente; a quem, incerto e ansioso, anda à procura da verdade, e
também àqueles que estão impedidos de viver livremente o próprio projeto
familiar. Sustentando os primeiros, iluminando os segundos e ajudando os outros,
a Igreja oferece o seu serviço a cada homem interessado nos caminhos do
matrimônio e da família” – (Exortação Apóstolica Familiaris Consortio – João
Paulo II)
Ao preparar a cerimônia religiosa, os noivos não
podem esquecer que a essência do casamento é a união que será conferida a Deus;
portanto, é bonito acompanhar e ver toda a preparação dos noivos para que este
dia seja muito especial.
Clique no infográfico acima e veja passo a
passo para organizar seu casamento
Para a noiva, Marcele, casar-se na Igreja sempre
foi um sonho. Quando marcou a data para a realização da cerimônia religiosa,
tinha a certeza de qual igreja seria escolhida, pois como ela e seu noivo sempre
foram envolvidos e engajados em pastorais religiosas, gostariam de se casar onde
se conheceram.
“Escolhemos a igreja de Santo Antônio por vários
motivos: começamos a namorar na festa de Santo Antônio, nossos pais se casaram
nessa igreja e também é a comunidade da qual participamos desde crianças. Quanto
aos preparativos do casamento, já estão em andamento desde o começo do ano. A
maioria dos serviços como buffet e decoração já estão acertados, mas sempre
aparece uma coisa diferente, uma novidade. Aí, a gente fica pensando se vai ou
não incluir isso no casamento”, disse Marcele.
O casamento para as mulheres é um momento
especial e esperado por muitas pessoas; portanto, toda a escolha gera dúvidas e,
muitas vezes, é conversada e repensada pelo casal. Para o noivo as escolhas são
mais simples e as preocupações são outras, como disse Elton: “O homem não tem
muitos preparativos, mas eu acompanho com ela todos as grandes decisões, mas os
detalhes eu deixo por conta dela”, contou.
“Acho que toda menina cresce pensando em como
será seu casamento. É um momento quase mágico! Por isso surgem muitas dúvidas em
relação ao vestido, à decoração, qual música é a mais bonita, que acessórios
usar e todos os detalhes, que são muitos; afinal, é um momento único. Não é como
uma festa de aniversário, que você pode inventar uma coisa diferente a cada ano.
A gente só vai se casar uma vez na vida e quer que tudo seja perfeito e lindo. A
única certeza que eu tenho é que eu quero me casar com o Elton”, disse
Marcele.
O sacerdote aconselha aos noivos que os padrinhos
e madrinhas desta união sejam pessoas próximas, que possam ajudá-los a se
manterem juntos na fé cristã e a sempre reafirmarem o compromisso com o
sacramento do matrimônio.
“Nós escolhemos familiares e amigos que sempre
estiveram próximos a nós e acompanharam a nossa história, pessoas com quem
podemos contar para conversar e nos aconselhar; afinal, padrinhos não são
enfeites de altar, são pessoas nas quais confiamos e que estão dispostas a nos
ajudar na vivência do matrimônio”, disse o casal de noivos.
Padre Reinaldo aconselha os jovens, que pretendem
se casar, a procurarem um sacerdote ou um casal com mais tempo de casado para
que, juntos, possam refletir sobre os desafios e a realidade do sacramento do
matrimônio.
“É preciso ter este acompanhamento e este
discernimento. Os namorados que querem chegar ao matrimônio precisam se deixar
acompanhar por um casal maduro, pelo sacerdote e pelas pessoas que tenham
condições de dar, realmente, o discernimento àquele casal. Será que você quer só
casar? É só isso? É preciso conscientizar-se que você vai viver um sacramento. E
para aqueles jovens que querem abraçar o casamento, precisam entender que este
relacionamento vai implicar muitas situações como amor, filhos, relacionamento
com Deus, vida a dois… E tudo isso necessita ser compreendido antes da decisão
de se casar”, alertou o sacerdote.
O segredo para um relacionamento duradouro é espelhar-se em um casal maduro e
nos ensinamentos que os documentos da Igreja fornecem aos cristãos, pois, desta
forma, poderão viver, verdadeiramente, a vocação do matrimônio.disponível em: http://blog.cancaonova.com/redacao/a-beleza-e-o-valor-do-matrimonio/
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Crescer no casamento
Crescer no Casamento
Tenho um livro que faço de travesseiro: Perdas Necessárias, da autora norte-americana Judith Viorst. Com ele reflito, questiono, aprendo. E, principalmente, me sinto mais inteira com as mensagens que o livro desperta em mim.
...
O capítulo Amor e Ódio no Casamento reflete que parte dos laços conjugais está sujeito a fortes pressões emocionais, as quais quando não trabalhadas, trazem consequências nocivas (explícitas e ou silenciosas) à dinâmica relacional. Essas dificuldades têm mais chances de se manterem pela constante alimentação de cobranças, mediante expectativas muito romanceadas, projeções de carências infantis e da vivência, por parte dos cônjuges, da noção de complementaridade do casal, ainda compreendida na leitura da “metade da laranja”. Reforço, ainda, como bagagem pesada e porta de entrada aos conflitos, a criação de uma coleção de ressentimentos, pela vivenciada ditadura conjugal do Tem de Ser (do meu jeito).
Avalio ser importante ao casal, a redefinição dessas imposições, conceitos rígidos, nem sempre conversados ou aprofundados. É essencial a parada, após o período da paixão, para ser compreendido o casamento desejado e o vivido.
Não entenda minha fala como desencantamento. Reflito que os encantamentos conjugais, ao longo do tempo, são frutos de conversa, respeito a posições, diferenças e olhar direcionado à vivência afetiva, mediante experiência do sentido de pertencimento do par e da valorização da sua diferenciação. Um casamento adulto requer coragem para olhar de frente avanços, recuos e aprender a “temperar” romance com realidade, validando que a vida conjugal tem na sua dinâmica mudança e continuidade. É fundamental o balanço equilibrado das duas.
Crescer no casamento necessita do aprendizado voltado ao investimento do olhar mútuo, sem perder de vista a vontade de seguir e ousar.
Lígia Oliveira é Terapeuta de Casal e Família. Escreve a coluna Conversa em Família (Revista Mon Quartier).
sexta-feira, 26 de abril de 2013
Dialogando com a dor
Dialogando com a dor
Não simpatizo nada com a ideia de sentir dor. Para minha sorte, elas foram raras. Vivi dois partos normais que pareceram um passeio no parque, nada doeu, sobrou relaxamento e prazer. Quando penso em dor física, o que me vem à lembrança são as idas ao dentista quando era criança. Começava a sofrer já na noite anterior, sentia enjoos fortíssimos, não conseguia dormir, passava a madrugada chorando só de imaginar que no dia seguinte teria que enfrentar a broca e seu barulho aterrorizante. Estou falando de uma época em que crianças tinham cárie – hoje muitas nem sabem o que é isso, bendito flúor.
Mas o que fazer em relação a esse tipo de dor? Se nos pega de surpresa (um tombo, uma cabeçada, um corte), suportar. Se for uma dor interna, tomar um analgésico e esperar que passe. Não se pode dialogar com a dor física. Músculos, nervos, órgãos, pele, essa turma não escuta ninguém. Ainda bem que não são dores constantes, e sim pontuais. De repente, somem.
Já a dor psíquica não é tão breve. Pode durar semanas. Meses. Sem querer ser alarmista, pode durar uma vida. Porém, é mais elegante que a dor física: nos dá a chance de duelar com ela, ao contrário da outra, que é um ataque covarde. A dor psíquica possibilita um diálogo, e isso torna a luta menos desigual. São dois pesos-pesados, sendo que você é o favorito. Escolha suas armas para vencê-la.
Armas?
Por exemplo: redija cartas para si mesmo. Console-se escrevendo sobre o que você sente e depois planeje seus próximos passos. Escrever exorciza, invoca energia. Cartas e cartas para si mesmo, estabelecendo uma relação íntima entre você e sua dor – amanse-a.
Terapia. A cura pela fala. Você buscando explicar em palavras como foi que permitiu que ela ganhasse espaço para se instalar, de onde você imagina que ela veio, quem a ajudou a se apoderar de você. Uma investigação minuciosa sobre como ela se desenvolveu e sobre a acolhida que recebeu: sim, nós e nossas dores muitas vezes nos tornamos um só. É difícil a gente se apartar do que nos dói, pois às vezes é a única coisa que dá sentido à nossa vida.
Livros. O mais deslumbrante canal de comunicação com a dor, pois através de histórias alheias reescrevemos a nossa própria e suavizamos os efeitos colaterais de estar vivo. Ler é o diálogo silencioso com nossos fantasmas. A leitura subverte nossas certezas, redimensiona nossos dramas, nos emociona, faz rir, pensar, lembrar. Catarses intimidam a dor.
Meditação. Religião. Contato com a natureza. Viagens. Amigos. Solidão. Você decide por qual caminho irá dialogar com a sua dor, num enfrentamento que, mesmo que você não saia vitorioso, ao menos fortalecerá seu caráter.
Quem não dialoga com sua dor psíquica, não a reconhece como a inimiga admirável que é, capaz de torná-lo um ser humano melhor. A reduz a uma simples dor de dente e, como uma criança, desespera-se sozinho no escuro.
As crenças são ideias antigas ...
As crenças são ideias antigas que nós não percebemos que nos escravizam. Temos grande dificuldade de nos livrarmos delas para transformamos nossas vidas em algo compatível com a nova realidade.
Assim acontece com a expectativa que as mulheres têm em relação aos seus parceiros.
Elas continuam admirando homens bem sucedidos financeiramente, o que é um equívoco, porque o sucesso financeiro definitivamente não garante que eles sejam justamente as melhores pessoas e aqueles que seriam os melhores companheiros para uma vida contemporânea onde ambos trabalham, ambos têm de contribuir para o bom andamento das atividades domésticas do cotidiano e para a educação dos filhos.
Flávio Gikovate
Assista: youtu.be/ImGal0fnmEM
Assim acontece com a expectativa que as mulheres têm em relação aos seus parceiros.
Elas continuam admirando homens bem sucedidos financeiramente, o que é um equívoco, porque o sucesso financeiro definitivamente não garante que eles sejam justamente as melhores pessoas e aqueles que seriam os melhores companheiros para uma vida contemporânea onde ambos trabalham, ambos têm de contribuir para o bom andamento das atividades domésticas do cotidiano e para a educação dos filhos.
Flávio Gikovate
Assista: youtu.be/ImGal0fnmEM
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Receita para fazer alguém feliz
Fazer alguém feliz não é uma tarefa impossível de ser cumprida e, ao contrário do que muitos pensam, não é nem mesmo difícil. Está entre as primeiras promessas construídas a dois, quando um relacionamento tem início, e está também entre as últimas - quando o amor já se desgastou, mas restando ainda um derradeiro apelo. "Eu posso fazer você feliz", é o que diz uma das metades envolvidas, ou dizem ambas. Mas, o mais engraçado é que, geralmente, quem faz esse tipo de promessa a considera elaborada e até difícil de ser levada a cabo. Será?
Via de regra, em um relacionamento entre duas pessoas de gostos e sintonias semelhantes - ou complementares - não há mistério em alegrar um ao outro. Não falo da felicidade eterna, utópica, filosófica e talvez até mesmo mística. Falo da felicidade diária, aquela mais simples, porém tão gostosa, do dia após dia com as noites entre eles. Aquela felicidade de quando a gente se flagra rindo gratuitamente, por uma lembrança boa e cotidiana. É que se a gente se concentrar muito na felicidade utópica, pode perder essa alegria de rotina que, talvez, seja tudo a que a gente tenha acesso nessa vida mundana. Esse tipo de felicidade está ao alcance de todos. E compartilhá-la ou proporcioná-la a quem amamos não é desafio: é so easy.
Entre duas pessoas que convivem, não é difícil saber o que é agradável e o que é irritante ao outro. Então, por que não tentar agradar mais e irritar menos? Por que não tolerar mais e discutir menos? Saber quando vale a pena falar e quando é melhor ficar em silêncio é uma arte que muitos levam uma vida inteira para dominar - ou nunca dominam. Mas, driblar conflitos é um exercício ao alcance de todos. E mimar um pouquinho mais a quem se ama, também. Se ele(a) adora um café, por exemplo, por que não servi-lo(a)? Se ele(a) detesta quando você tamborila as unhas sobre a mesa, por que continuar tamborilando? Se você prometeu que faria/iria/telefonaria/lembraria, por que não se esforçar um pouco mais para cumprir? São coisas simples, cotidianas, banais. Mas significam menos dores de cabeça. Que, por sua vez, significam mais calmaria. E a calmaria em meio às tempestades, já não seria a felicidade?
Fazer alguém feliz, como eu disse, não é uma tarefa impossível de ser cumprida. Às vezes é aquele telefonema prometido, às vezes é a visita surpresa, às vezes é uma flor, uma massagem nos pés, um abraço, um doce, uma água de coco, um chá, uma Coca-cola com gelo e limão. Fazer alguém feliz é variável, é cheio de tentativas e de possibilidades. Mas o empenho deve ser constante e nunca é vão. Porque, à medida que a gente tenta, a receita mais clichê do mundo aparece: sendo feliz, tornamos o outro feliz também. E vice-versa, como o amor deve ser.
segunda-feira, 15 de abril de 2013
A importância de investir completamente no "negócio" da família
Traduzido e adaptado por Ana Maria Castellano do original The importance of investing yourself fully in the "business" of family, de Chloe Curtis.
Muitos anos atrás, como uma jovem família de três, meu marido e eu conhecemos e fizemos amigos através das atividades de nossa igreja e da comunidade. Ambos reconhecíamos que éramos apenas iniciantes quando veio a paternidade e começamos então a observar as semelhanças e padrões nas famílias que considerávamos bem-sucedidas - não em termos monetários, mas em proximidade uns com os outros.
Tivemos a sorte de estar cercados por várias famílias emocionalmente saudáveis, amorosas e ativas. Não eram perfeitos - regularmente vivenciavam lutas e desafios como todo mundo. Mas pareciam ser bons modelos, algo que estávamos procurando - famílias na rotina do dia a dia que tinham uma dinâmica familiar bem afinada e as competências da paternidade. Podiam assumir um problema, trabalhar com ele e resolvê-lo. Eu me sentia como uma esponja seca pronta para absorver a sabedoria que ganharia com suas experiências.
Uma família teve um impacto particularmente profundo em mim. Além da proximidade e compromisso que eles tinham um com o outro, o pai, um empresário de sucesso, ganhava a vida ao examinar, em grande detalhe, as empresas que estavam lutando para sobrepujar suas dificuldades. Ele analisava a empresa de alto a baixo, explicava seus pontos fortes e fracos aos líderes da organização e, se desejado, o projeto em que a empresa poderia estar em 10 anos. Às vezes, a empresa teria apenas que aceitar suas descobertas e seu trabalho já estaria feito. Em outras ocasiões, os líderes perguntavam se ele poderia elaborar um plano para os próximos 10 anos e, em seguida, procuravam sua ajuda para alcançar os objetivos da empresa. Era um trabalho fascinante. Ficamos intrigados com as histórias que ele contou das empresas que ajudou a transformar.
Era evidente para nós que alguns de seus princípios de organização poderiam ser aplicados a nossa jovem família. Então fomos trabalhar! Começamos a pensar sobre onde queríamos que a família Smurthwaite estivesse em 10 e 20 anos.
Começamos a nos fazer algumas perguntas:
• Onde queremos que a nossa família esteja espiritualmente em dez anos?
• Como poderíamos alcançar intimidade familiar contínua, confiança e comunicação?
• Como poderíamos manter o controle de nossas responsabilidades em casa e no local de trabalho e ainda conseguir tempo para recreação, experiências sociais e desenvolver interesses pessoais e hobbies?
• Como poderíamos incentivar os jovens da família a desenvolver uma ética de trabalho e abraçar a aprendizagem?
Tivemos muito a considerar!
Embora a nossa intenção não fosse conduzir nossa família como um negócio, sabíamos que poderíamos usar alguns dos princípios de um modelo de negócios eficaz para ajudar a nossa família a ser mais bem-sucedida. Sabíamos que seria necessário tempo, dedicação e um trabalho a ser amorosamente realizado. Nós também sabíamos que não poderia haver atalhos. As apostas eram altas e teríamos que nos comprometer com o tempo e energia que fossem necessários. Ao longo do caminho, tivemos que aprender a priorizar e equilibrar o básico, largar o desnecessário e manter nossos objetivos de longo prazo à vista.
Trinta e cinco anos de casamento e quatro filhos mais tarde, aqui está o que aprendemos:
• Você cometerá erros. Aprenda com eles e altere o seu curso.
• Seus objetivos necessitam de avaliação regular; faça disso uma prioridade.
• O amor é o elemento mais vital em seu círculo familiar.
• Perdoar, admitir as falhas e pedir desculpas rapidamente são elementos cruciais.
• Ajudar seu cônjuge e seus filhos a alcançarem objetivos pessoais é enriquecedor e necessário para a estima e o bem-estar emocional de cada um.
• Trabalhem arduamente e tenham um desempenho árduo juntos.
• Celebrem os sucessos, especialmente os pequenos.
• Criem suas próprias tradições e memórias.
• O padrão ouro será sempre a inteligência e a sabedoria.
• Biscoitos quentes e leite frio realmente ajudam.
• Os membros de sua família devem realmente ser os seus melhores amigos por toda a vida.
Uma ou duas décadas de dedicação à família detém milhões de pequenos momentos de ensino que permanecerão nos corações de seus filhos para toda a vida. A infância é passageira, ao passo que a paternidade o acompanhará por anos. Abrace essa viagem e nunca subestime sua influência para o bem, mesmo nos recantos remotos de sua vida.
Nosso amigo, o consultor, sabia muito sobre o resgate de empresas em dificuldades e algo do que ele ensinou nos ajudou como família. Você está disposto a investir em sua própria família? O resto é com você. Decida hoje que você focará em primeiro lugar toda sua energia em sua família e estará disposto a fazer um investimento pessoal e completo em amor e compromisso relacionado a esse encargo sagrado.
Harmonia e felicidade conjugal: Melhorando a comunicação no casamento
É importante lembrar que a comunicação vai muito além das conversas corriqueiras sobre os compromissos do dia e as atividades dos filhos. Ela deve incluir todos os pensamentos, sentimentos ou metas.
Uma comunicação a tal ponto eficaz tem o poder de contribuir para o respeito entre o casal, diminuir os conflitos e aumentar o amor.
Se você quer se comunicar melhor com seu cônjuge, mas as respostas dele parecem não ir muito além do “sim”, “não”, “talvez”, você poderá ajudá-lo ao aplicar as seguintes técnicas:
1) Aceite as diferenças: quanto antes você reconhecer e aceitar (sem julgar nem criticar) as diferenças existentes entre você e seu cônjuge, mais facilmente a comunicação fluirá entre vocês. Isso acontecerá à medida que você se tornar mais compreensiva e atenta aos interesses dele.
2) Mostre-se interessada quando ele estiver falando: se você está lendo este artigo é porque quer ajudar seu marido a se comunicar melhor, certo? Então, quando ele começar a falar, ouça! Parece óbvio, mas não é. Durante a correria do dia a dia é comum não pararmos para ouvir o que o outro tem a dizer.
3) Faça perguntas que o ajudem a se exprimir: se quando você pergunta ao seu marido como foi o dia ele responde somente “bom” (como a grande maioria dos homens), faça mais perguntas que o ajudem a exprimir seus sentimentos. No exemplo acima, você poderia acrescentar “e o que aconteceu hoje no trabalho?”, “como você se sentiu a respeito?”.
4) Ouça ativamente: conversar não é somente ouvir. É também interagir. Reformule o que ele disse com suas palavras. Ao fazer isso, você demonstra que se interessou e compreendeu o que ele disse. Caso não tenha entendido corretamente, ele terá a oportunidade de corrigir e tentar se expressar de outra forma.
5) Elogie: os elogios sinceros melhoram incrivelmente a comunicação, pois ele se sentirá mais confiante e capaz de expor seus sentimentos.
6) Exponha suas intenções: se tiver que abordar um assunto difícil, identifique e exponha suas intenções primeiro. Assim, seu marido entenderá que seu objetivo é fortalecer o relacionamento e resolver algum problema, e não criticar ou reclamar dele. Assim, no lugar de começar uma conversa dizendo que seu marido gasta muito tempo assistindo TV, quando deveria dedicar mais atenção para você, comece dizendo que gostaria de passar mais tempo com ele, que isso iria fortalecer o relacionamento de vocês, então sugira alguma atividade que seja do agrado dos dois ou pergunte o que ele gostaria de fazer.
A boa comunicação é um hábito extremamente importante no casamento. E, como todo hábito, leva tempo para se concretizar. Por isso, não desanime. Seja persistente e em breve você colherá os frutos.
Que tal escolher uma das técnicas deste artigo e começar a praticar ainda hoje ?
http://familia.com.br/harmonia-e-felicidade-conjugal-melhorando-a-comunicacao-no-casamento?Itemid=631#.UWfvnKK-rcM
sexta-feira, 12 de abril de 2013
É preciso amar a si mesmo ... ?
Será que é preciso amar a si mesmo antes de amar aos outros?
4 de março de 2013 por Flávio Gikovate | 1 Comment
Sempre me surpreendo ao ouvir as pessoas falarem, com convicção, frases conhecidas, tidas como verdades, sobre as quais pouco refletiram. Elas correspondem às crenças, pontos de vista que herdamos daqueles que nos antecederam.
Temos o dever de repensar tudo, uma vez que novos conhecimentos podem criar maneiras mais sofisticadas de encarar os temas que tanto nos interessam.
Esta é uma destas frases: “se eu não conseguir me amar primeiro, não serei capaz de amar ninguém”. Isso é dito e pensado a propósito da possibilidade de estabelecermos um relacionamento íntimo, estável e de boa qualidade.
Não se está falando em termos genéricos, de modo que ela não está diretamente ligada ao ditame bíblico de que devemos “amar ao próximo como a nós mesmos”.
O “próximo” do texto bíblico é qualquer pessoa com a qual estabelecemos algum tipo de relação e não aquele ser especial com quem queremos estabelecer um relacionamento íntimo, de preferência estável e definitivo.
Além disso, penso que a ideia religiosa diz respeito ao tratamento e aos direitos, ou seja, de que devemos considerar os outros como portadores de direitos iguais àqueles que atribuímos a nós.
A forma como tenho pensado acerca do amor não nos permite falar em amor por si mesmo. Isso porque ele acontece sempre em condições interpessoais. O amor corresponde ao sentimento que temos por aquela pessoa cuja presença provoca em nós a adorável sensação de paz e aconchego.
A primeira manifestação desse sentimento corresponde ao que acontece entre mãe e filho, talvez ainda durante a vida intrauterina, mas, certamente, a partir do nascimento: a criança, desamparada e ameaçada por desconfortos de todo o tipo, se sente bem e aconchegada pela presença física da mãe e a ama; esta, por sua vez, sente enorme prazer em estar com seu bebê no colo e sente por ele enorme amor justamente porque ela também se sente aconchegada por ele.
O primeiro sentimento interpessoal é o de amor. É claro que a criança, frustrada pela ausência da mãe, também pode ficar revoltada e chorar muito por se sentir abandonada.
Talvez o segundo sentimento seja mesmo de raiva, que também é interpessoal (depende de um agressor externo).
À medida que os meses se passam e a criança vai se diferenciando, ela passa a pesquisar o mundo que a cerca, inclusive a si mesma. Ao tocar certas partes do seu corpo, experimenta uma sensação muito agradável de excitação. Trata-se de excitação sexual, esta sim pessoal e autoerótica.
Quando se pensa no sexo e amor como parte do mesmo processo, o que não é o meu ponto de vista, pode-se pensar que exista algum tipo de afeição da criança (e depois do adulto) por si mesmo.
Acontece que com a separação entre esses dois fenômenos (sendo fato que o amor acontece antes do sexo), podemos pensar no sexo como um fenômeno pessoal, mas não no amor como tal.
Assim, existe autoerotismo, mas não existe amor por si mesmo: o amor pede objeto e o primeiro objeto é nossa mãe.
Estas considerações são de natureza mais teórica. Vamos agora à prática, na qual constatamos que a grande maioria das pessoas não tem um bom juízo de si mesma. Isso significa que elas não têm boa autoestima, o que costuma ser tratado como sinônimo de ausência de amor por si mesmas.
Estima é uma palavra que pode estar associada a amor, mas também significa valor; penso mais neste segundo aspecto, de modo que baixa autoestima significa que não estou satisfeito com o meu jeito de ser.
Eu sou o juiz e também aquele que é avaliado, no caso, de forma negativa. Se isso, de fato, implicar em incapacidade para amar, podemos afirmar que o amor não existe!
O que acontece não é nada disso. Aquele que tem de si um juízo negativo costuma se interessar por alguém que seja o seu oposto. Isso sim é a regra do que acontece na realidade: nos encantamos pelos que são o oposto de nós, já que não gostamos nem um pouco do nosso jeito de ser.
As pessoas que acompanham meu trabalho sabem que considero este tipo de aliança um tanto precária e, hoje em dia, com tendência a uma vida curta.
Podemos dizer que quem não tem boa autoestima (expressão melhor do que “aquele que não se ama”) tende a amar seu oposto. A qualidade deste tipo de relacionamento é muito duvidosa, de modo que, nesse sentido, podemos dizer que aqueles que têm uma boa autoestima (expressão que substitui, com vantagens, “aquele que se ama”) tendem a estabelecer relacionamentos amorosos muito melhores encaixados e bastante mais gratificantes.
Ao pensarmos por esta ótica e se considerarmos como amor apenas este segundo tipo de relacionamento, entre pessoas de temperamento e caráter afins, podemos dizer que ele depende vitalmente de uma boa autoestima. Como ela é rara, também serão raros os relacionamentos amorosos.
Acontece que não me parece razoável pensar assim, já que os relacionamentos entre opostos também implicam em aconchego e intimidade – apesar dos problemas, conflitos, ciúmes e brigas de todos os tipos.
Assim, só poderíamos mesmo é afirmar que, para sermos muito felizes no amor, temos antes que nos entender com nós mesmos.
Talvez seja essencial um avanço na capacidade de ficar bem consigo mesmo, de correção daqueles aspectos que não gostamos em nós e do atingimento de um estado de conciliação com nossa forma de ser para que possamos estar verdadeiramente prontos para um relacionamento amoroso no qual as delícias do aconchego possam nos satisfazer plenamente.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
A Riqueza de um Casamento Romântico
A Riqueza de um Casamento Romântico
21 de janeiro de 2013 por Flávio Gikovate |
Do ponto de vista teórico, os casamentos com altos e duradouros lances de romantismo deveriam ser muito mais frequentes que aqueles baseados em uma sexualidade rica e exuberante. Mas, na prática, isso não ocorre.
Não quero dizer que sejam tão comuns as uniões sexualmente satisfatórias, mas que são raríssimos os casais que conseguem viver, ao longo de várias décadas, uma experiência sentimental bonita, daquelas de encher o coração de alegria e os olhos de lágrimas, de tanta emoção.
As coisas costumam ser mal colocadas desde o começo. A grande maioria dos casamentos ocorre entre uma pessoa apaixonada e outra que prefere ser objeto da paixão.
Enquanto a primeira – mais generosa – oferece, a segunda – mais egoísta – recebe. A mais generosa tem coragem de amar. A egoísta tem medo de sofrer e se protege da dor do amor ao não se abrir demais para a relação.
As uniões desse tipo apresentam momentos bonitos, é claro. Possibilitam até mesmo uma vida sexual de permanente conquista. Sim, porque o egoísta nunca se entrega totalmente ao outro, de modo que o generoso estará sempre tentando conquistá-lo.
Esse fenômeno costuma gerar alguns instantes de profundo encontro, mas são momentos vãos, que logo se desfazem. E o corre-corre das brigas e da luta pela conquista volta. No entanto, esse é apenas um dos aspectos da questão.
Outro fator de peso está nas diferenças de temperamento (generosos e egoístas são bastante diferentes), de gosto e interesses. Na vida prática, no dia-a-dia, as divergências de opinião e a falta de um projeto comum provocam irritação permanente. E isso não vale só para as grandes diferenças.
O cotidiano se faz realmente nas pequenas coisas: Onde vamos jantar? Que amigos vamos convidar? Onde vamos passar as férias? A que filme vamos assistir? Como agiremos com as crianças? O que faremos com os parentes? E assim por diante. São justamente estas pequenas contradições que provocam a irritação, a raiva e, portanto, a maioria das brigas.
As afinidades aproximam as pessoas, enquanto as diferenças as afastam.
Além do mais, a oposição é a raiz da inveja: o baixo inveja o alto; o gordo, o magro; o preguiçoso, o determinado; o introvertido, o sociável. E a inveja é inimiga do diálogo. Nesse tipo de união, as brigas serão o normal no relacionamento e os momentos de encontro e harmonia serão exceções cada vez mais raras.
Eu disse que, do ponto de vista teórico, a felicidade romântica no casamento poderia ser bastante comum porque o amor não padece do desejo de novidade que tanto agrada ao sexo.
Ao contrário, o amor é apego, é vontade de aconchego, de tranqüila intimidade. Trata-se de um sentimento que floresce e frutifica melhor quando tudo é exatamente igual e antigo. Gostamos da nossa casa, daquela velha roupa que nos agasalha tão bem. Gostamos de voltar aos mesmos lugares do passado, da nossa cidade, do nosso país.
Queremos também sentir essa solidez e estabilidade com o nosso parceiro amoroso. Amor é paz e descanso e deriva justamente do fato de uma pessoa conhecer e entender bem a outra. Por isso, é importante que as afinidades, as semelhanças, predominem sobre as diferenças de temperamento, caráter e projetos de vida.
Seres humanos parecidos poderão viver uma história de amor rica e de duração ilimitada. Não terão motivos para divergências. Não sentirão inveja.
Um último alerta – além da lição que se pode tirar da experiência, acima descrita, dos raros casais que vivem harmoniosamente – é que cada um deve procurar se unir a seu igual. Só assim o amor não será um momento fugaz.
Para que a intimidade não se transforme em tédio e continue a ser rica e estimulante, é necessário que o casal faça planos em comum e que depois se empenhe em executá-los.
De nada adianta fugir para uma ilha deserta para curtir a paixão maior. Quem fizer isso provavelmente voltará, depois de dois meses, decepcionado com a vida e com o amor.
A vida é um veículo de duas rodas: só se equilibra em movimento.
Para que duas pessoas se tornem uma unidade é preciso criar um objetivo: ter filhos, construir uma casa, um patrimônio, uma carreira profissional, um ideal… o conteúdo em si não interessa.
Seja qual for, é a cumplicidade que transforma o amor em algo fundamental. Fazer planos é sempre uma aventura excitante. É sobre eles que mais adoramos sonhar juntos.
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quarta-feira, 3 de abril de 2013
A capacidade de amar
Esta semana eu deparei com um assunto que muita gente adora, as vidas passadas. É o tema do livro do meu amigo Walcyr Carrasco, conhecido autor de novelas e um dos colunistas aqui da Época. O novo romance dele, Juntos para Sempre, tem como personagem central um advogado que começa a tropeçar em memórias de outra existência. Depois de um sonho muitas vezes repetido, ele procura um terapeuta, faz uma regressão de cinco séculos e inicia uma aventura que irá levá-lo à Espanha da Inquisição, ao encontro de um grande amor. Abri o livro na cama, na noite de domingo, e não consegui parar até a página 207, quando ele termina. Continuo sem acreditar em vidas passadas, mas me diverti um bocado.
Um aspecto menos divertido do livro do Walcyr, porém, continuou comigo depois da leitura: seu personagem principal é incapaz de amar. É um homem de quase 40 anos que gosta da companhia das mulheres, acha-as atraentes, mas nunca encontrou o sentimento profundo que justifique um compromisso. O livro explica a situação e a resolve nos seus próprios termos, mas o assunto ficou me incomodando. Há milhões de pessoas no mundo real que vivem assim, incapazes de gostar profundamente. Eu já deparei com elas, você também. Há um número ainda maior de pessoas com uma capacidade de amar muito pequena. Se formos honestos, aliás, teremos de olhar para nós mesmos, e para a nossa surrada biografia, e perguntar até que ponto somos capazes desse nobre sentimento. Eu temo que a resposta não seja agradável.
Minha impressão é que cada um de nós tem uma certa capacidade de amar. A de alguns será enorme, a de outros, mirradinha. Se isso parece estranho, compare com outros sentimentos. Medo, por exemplo. Todo mundo sabe que há pessoas mais medrosas e pessoas menos medrosas no mundo. Ou rancor. Há gente capaz de guardá-lo pela vida inteira, enquanto em outras ele desaparece em poucos dias. O mesmo vale para quase tudo. Alegria, generosidade, empatia. Cada um de nós parece dotado de diferentes quantidades de cada sentimento. A proporção e a combinação deles determinam a nossa personalidade, e a maneira como viveremos a nossa vida.
O amor não é diferente. Na escala da capacidade de amar, cada um de nós merece uma nota, que varia de 0 a 10. Claro, gostamos todos de pensar que somos 10, mas os fatos muitas vezes não autorizam essa presunção. Quantas vezes você já amou de maneira intensa, duradoura e – atenção – realista? Não vale paixão platônica, não vale amor unilateral, paixonite de carnaval não conta. A gente só descobre quanto é capaz de gostar quando o outro também gosta da gente e quando as duas vidas de alguma forma se misturam. Antes disso o jogo ainda nem começou.
Se, na vida real, você acha que é 10, mas a sua biografia sentimental não sugere mais do que quatro, pode ser que a pessoa certa ainda não tenha aparecido – mas isso pode ser apenas uma ilusão. É difícil imaginar que alguém que nunca foi capaz de se entregar ou de criar um vínculo duradouro vai conseguir fazê-lo, de uma hora para outra, porque apareceu a pessoa que tem a chave para os sentimentos dela. Soa como pensamento mágico.
Na vida real, as pessoas com grande capacidade de amar exercem esse dom ao longo da vida. Elas amam diferentes pessoas, por diferentes razões, em diferentes momentos. Ou amam a mesma pessoa desde sempre, o tempo todo. A capacidade de gostar está nelas, não vem do outro. Elas amam amar, por assim dizer. O potencial para se vincular é delas – como é delas a alegria, a coragem, a sensualidade.
A gente pode imaginar que a capacidade de amar nasce pronta com cada um de nós, mas eu prefiro pensar que a vida é quem molda os nossos sentimentos. As relações em casa e no mundo influenciam, desde muito cedo, a nossa capacidade de sentir. Sentir medo, sentir amor, sentir tristeza e alegria. Uma experiência ruim ali, uma decepção acolá, a gente nem percebe e vai se fechando feito uma ostra, desde pequeno. Quando cresce é que nota o que está fazendo falta, como a capacidade de amar ou de ser feliz – que me parecem ser a mesmíssima coisa.
Há duas maneiras de lidar com isso, eu acho. Uma é fatalista. A gente é o que é, ou é o que foi feito de nós, e não há mudança possível. Vivemos com isso e ponto. A outra, otimista, ou iluminista, sugere que saber é poder. Se você percebe que tem dificuldade em gostar das pessoas, se na escala do amor você não passa de cinco, tende mudar. Não é fácil, mas é possível. O tempo e o conhecimento melhoram a gente. Ao contrário das vidas passadas, a vida presente é mutável, melhorável e solucionável. Adorável também, de várias maneiras. De qualquer forma, tenho certeza que é a única, sem direito a segunda chance. É nosso direito, portanto, nosso dever na verdade, vivê-la da melhor forma possível – para nós e para os outros.
Ivan Martins
(http://revistaepoca.globo.com//Sociedade/ivan-martins/noticia/2013/03/capacidade-de-amar.html)
sábado, 30 de março de 2013
Sobre o amor...
"Não amar é cultuar uma forma de sofrimento. Amar reivindica também renunciar para melhor conseguir, para melhor resultado obter. Mesmo que na renúncia também possa se ferir."
"Ama verdadeiramente. Ama intensamente. E tu compreenderás os segredos de Deus e do céus mesmo que limitado seja o teu ser. Mas no amor não poderias te conter, por isso, a conseqüência natural de amar seria amar, porque amar sozinho não tem como nem porque..."
"O amor dignifica. O amor purifica, modifica por dentro. O amor é capaz de atos que jamais alcançará qualquer pensamento. Difícil no amor é renunciar. Renunciar até para depois ter de volta no desejo constante de ajudar e superar."
Disse o Pe. Airton Freire durante o Retiro de Páscoa.
quinta-feira, 28 de março de 2013
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